Em abril, Daniela Mercury assumiu em seu perfil no Instagram o namoro com a jornalista baiana Malu Verçosa. Não demorou muito para o comediante Rafinha Bastos fazer uma piada preconceituosa com o caso: “Daniela Mercury e Fred Mercury tinham algo em comum. Funcionários do hotel Mercure, estamos de olho”. A rede de hotéis resolveu responder, com classe, ao comediante: “Aqui respeitamos a diversidade”. A resposta rendeu mais seguidores para o Mercure – de cerca de 1,2 mil passou para mais de 2 mil. Uma peça gráfica com os dizeres “O canto dessa cidade somos todos nós”, veiculada na fan page do Facebook, só potencializou a boa fama do empreendimento. Retuítes, boas curtidas e, mais que isso, a identificação do público com os valores da marca, renderam muitos elogios à ação do analista de mídia social da empresa.


O gerente de web explica que produzir conteúdo na rede é um entendimento de contexto e necessidade do alvo. “O ‘comunicólogo’ digital de sucesso é na verdade um grande ‘psicanalista’. Obviamente, é uma comparação superficial, mas digo no sentindo de entendimento de comportamento. Temos o desafio de entender como nosso usuário pensa (nesse momento) e como vamos atingi-lo”, diz. Segundo ele, o processo de pesquisa deve ser muito valorizado. Destina-se pouco tempo normalmente e trabalha-se o conteúdo sem um embasamento consistente, o que acaba sendo ineficaz. Ele lembra que o pensamento do usuário é volátil. Por isso a necessidade de criar um processo sistemático de monitoramento periódico.
Falando em monitoramento, é preciso atentar que esse processo é extremamente estratégico. Os usuários são espontâneos, dizem o que querem, onde estão, com quem estão, o que consomem e por aí vai. Nardi lembra que o internauta brasileiro é um dos recordistas em tempo de navegação. Só em janeiro deste ano, os brasileiros passaram em média 10 horas e 26 minutos navegando em páginas de redes sociais, um crescimento de 13,5% no tempo gasto com esse conteúdo se comparado ao mesmo período do ano passado. Os dados são de uma pesquisa do Ibope Media. “A relação do brasileiro com o digital é um hábito”, afirma Nardi.
