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Estado de Minas

Saiba como proteger seu filho de acidentes que podem levar à morte


postado em 18/03/2013 07:00 / atualizado em 18/03/2013 13:22

"Em janeiro deste ano, médicos e enfermeiros do Hospital de Pronto-Socorro Risoleta Neves, em Venda Nova, Região Metropolitana de Belo Horizonte, se mobilizaram para salvar a vida de uma criança de 1 ano e 5 meses, que caiu dentro de um tanquinho de lavar roupas. Houve uma ponta de esperança que horas depois se acabou com a morte da criança. No mesmo mês, em Ouro Preto, Região Central de Minas, uma menina de 11 meses se afogou num balde e, depois de 10 minutos sem respirar, foi reanimada por um bombeiro que usou uma caneta para soprar em sua boca".

"Um garoto de apenas dois anos, ficou nacionalmente conhecido, no ano passado, depois que o todo o Brasil torceu  e intercedeu pela recuperação dele, durante os 53 dias em que ficou internado na UTI. Isaque Faleiro e uma coleguinha caíram na piscina da creche e se afogaram. Somente a garota sobreviveu".

Notícias como essas são cada vez mais recorrentes. No Brasil mais de 6 mil crianças morrem por ano e cerca de R$ 140 mil são hospitalizadas, segundo último levantamento feito pelo Ministério da Saúde em 2009. Do total, 40% dos acidentes são causados pelo trânsito, seguido de afogamento com registro de 26% , sufocação ou engasgamento com 14%. Queimadura, queda, intoxicação e arma de fogo são as causas dos demais eventos.


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Já no caso de acidentes, a queda fica em primeiro lugar da lista com 54%, seguido de causas diversas registrando 17% das ocorrências, trânsito 13%, intoxicação 4%. Sufocação aparece com 0% na lista. Isso significa que grande parte desses casos termina em óbito.

A ONG “Criança Segura” que busca promover a prevenção de acidentes com crianças e adolescentes de até 14 anos, acredita que grande parte desses acontecimentos poderiam ser evitados por meio de ações educativas, modificações no meio ambiente, informação e criação e cumprimento de regulamentações adequadas, por isso se mobilizam com programas educativos e sistematização de informações relacionadas à prevenção e realização de alertas públicos, além de monitorar políticas públicas neste sentido.

O capitão Kléber Castro do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros, responsável pela área da segurança da criança, destaca que muitos são os fatores de risco e por isso pais e mães não podem neglicenciar nenhum deles, pois quando se trata de crianças, qualquer descuido pode ser fatal.

Castro ainda relembra que grande parte dos acidentes acontecem em casa e dá um alerta “cozinha e banheiro não é lugar de criança”. Somente este ano em Minas Gerais, os bombeiros atenderam 2.093 ocorrências de janeiro a junho envolvendo os pequenos. No ano passado as ocorrências somaram 3.640 atendimentos de janeiro a dezembro.

Veja as dicas do capitão Kléber sobre prevenção e primeiros socorros à crianças:


Sufocamento
É comum que bebês engasguem com o refluxo após a mamada. Por isso é fundamental que TODAS as vezes que a criança for alimentada a mãe coloque o bebê para arrotar. Para isso, ele deve ser sentado no colo da mãe e receber leves palmadinhas nas costas até que arrote. Mesmo cansada ou que demore a mãe não pode desistir, pois o engasgamento é a principal causa da morte súbita. Outro cuidado é colocar o bebê para dormir sempre de lado, pois se ocorrer o refluxo, ele não corre o risco de se sufocar, principalmente a noite, quando os pais não estão vigiando.

Caso a criança já esteja engasgada a mãe deve seguir os seguintes passos:
1- Sente o bebê no colo de frente para ela
2- Com os dois polegares aperte o peito, na linha dos mamilos.
3- Faça 5 compressões seguidas no peito do bebê
4- Deite a criança de costas em uma das pernas e dê leves palmadinhas até que o bebê arrote ou golfe.

Queimadura

Sem saber a temperatura ideal para dar banho, muitas vezes os pais acabam queimando o bebê na hora da higiene. É ideal que se use um termômetro específico para aferir a temperatura da água. O recomendado é aguardar até que a marcação verde seja mostrada.

Quedas

O bebê começa a firmar o corpo por volta de 4 a 6 meses. A partir deste momento, os pequenos passam a ter acesso a todas as partes da casa, por isso pequenos cuidados podem ser fundamentais. É importante que nenhum objeto fique pelo caminho e todas as pontas e quinas sejam revestidas. Atenção também para cadeiras, mesas de centro, e onde objetos pontiagudos são colocados. Miniaturas também podem ser engolidas levando ao sufocamento.

Choque elétrico

Apesar de causar ferimentos, dificilmente um choque em tomadas de residências levam à morte, mas podem deixar sequelas irreversíveis. O ideal é que os pais tomem cuidado para tapar todos os orifícios da residência com tampões que contenham travas de segurança.

Afogamento
Baldes e vasos sanitários podem levar o bebê à óbito. Isso porque ao tentar olhar dentro destes objetos a criança, por ter a cabeça mais pesada que o corpo, não consegue ficar em pé novamente e acaba morrendo afogada. Este tipo de acidente é muito comum e por isso, as mães devem evitar o acesso dos filhos aos banheiros e lavanderias. As piscinas devem ser cobertas e trancadas com grades ou portões. Apesar dos primeiros socorros, o afogamento envolvendo crianças não costuma ser bem sucedidos. Bombeiros, médicos e salva-vidas conseguem realizar essa tarefa com maior êxito.


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