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Estado de Minas

DNA mostra asiáticos e ameríndios como ancestrais do homem moderno


postado em 24/01/2013 10:58

WASHINGTON - Os asiáticos e ameríndios do presente são descendentes de um grupo de pessoas que viviam na China há 40.000 anos, segundo análise do DNA de um fóssil, publicada esta semana nos Estados Unidos.

O estudo genético de um osso de uma perna encontrada em uma caverna em Tianyun, na China, mostrou que os primeiros humanos modernos em Pequim se diferenciavam geneticamente de seus ancestrais, os europeus modernos.

Para a pesquisa, realizada por antropólogos do Instituto de Antropologia Evolutiva Max Planck de Leipzig, Alemanha, e da Academia Chinesa de Ciências, tomou-se o DNA nuclear e mitocondrial do fóssil, descoberto em 2003.

Com base a estas análises, foi reconstruído o perfil genético do dono da perna, uma pessoa que viveu em uma época relevante da história dos humanos modernos, afirmaram os cientistas em um comunicado divulgado na segunda-feira.

"Este indivíduo viveu durante uma importante transição evolutiva dos primeiros humanos modernos, que compartilharam algumas características com as espécies anteriores, como os neandertais, e que substituíram os neandertais e os denisovanos, que posteriormente foram extintos", disse o autor principal do estudo, Svante Paabo, do Instituto de Antropologia Evolutiva Max Planck.

A análise genética dos ossos antigos mostrou semelhanças com os perfis genéticos dos asiáticos e nativos americanos da atualidade, explicaram os pesquisadores.

Mas a análise demonstrou que os primeiros humanos modernos que viveram perto de Pequim já tinham se separado geneticamente dos ancestrais dos europeus modernos.

Além disso, a proporção de DNA dos neandertais e dos denisovanos não era maior que a dos humanos modernos nesta região.

Cientistas tinham encontrado previamente fósseis de habitantes da Eurásia de 40.000 e 50.000 anos, que tinham um aspecto similar aos seres humanos de hoje.

No entanto, os pesquisadores insistiram em que a relação genética entre estes primeiros humanos e a população atual não tinha tomado forma totalmente até agora.

"Análises adicionais dos primeiros humanos modernos de toda a Eurásia nos permitiriam ajustar nossa compreensão de quando e como os humanos modernos se distribuíram em Europa e Ásia", disse Paabo.

 

 


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