
Sem fugir da tendência para smartphones de alto nível, a tela tem 4,7 polegadas, tamanho até certo ponto exagerado, o que faz dele quase um tablet desses menores. Apesar do tamanho, operar o HD não se mostrou nenhum incômodo. Dá para fazer isso com apenas uma das mãos sem riscos de queda e de erro ao acessar uma função. Isso porque o novo Motorola tem uma empunhadura bastante firme, que pode ser creditada à sua parte traseira, que conta com proteção de materiais superresistentes como o kevlar.
O HD segue praticamente o mesmo desenho dos outros Androids da série Razr. O que muda é o lugar da câmera e a espessura, um pouco maior, por causa da bateria mais potente. Se você se incomodar com o tamanho do aparelho, outra opção da Motorola é o Razr i, de 4,3 polegadas, cuja análise o Informátic@ mostra nas próximas semanas.
Apesar de não adotar a última versão de mercado do sistema operacional, a navegação no Android (4.0) se mostrou bem rápida. Isso, muito graças ao seu processador de 1,5GHz. Já o modo de fotografia HDR foi um pouco menos rápido e a captura da imagem também demorou um pouco, mas nada que comprometesse. Já a câmera, de 8MP, funcionou bem rápido no modo de captura normal. Por sinal, trata-se de uma câmera que grava em 1.080p, o que justifica plenamente o nome HD dado ao modelo. Também a tela do novo Razr se destaca pela definição, pois oferece alta resolução de 720p x 1.280p, com cores vibrantes.
Interessante no HD é o recurso Smart Actions (também presente em outros modelos anteriores), que automatiza configurações de acordo com certas necessidades. Por exemplo: você pode optar por ajustes predefinidos, como reduzir o brilho da tela quando a bateria estiver fraca, dando-lhe uma sobrevida. Conta ainda com a tecnologia NFC (sigla para Near Field Communication), que permite compartilhar links, aplicativos, músicas, fotos e clipes do YouTube por meio de aproximação de dispositivos, utilizando o Android Beam (recurso incluído nas atualizações do sistema baseado nessa tecnologia).
DEFASAGEM
Um ponto que não encontra explicação justificável é o fato de a Motorola não equipar um modelo de primeira linha com a versão Android mais nova. Com certeza, se optasse por isso o Razr HD seria ainda mais rápido, com performances e recursos mais consistentes. A empresa promete liberar atualizações para o sistema. Vamos aguardar.
Quanto à conexão de quarta geração, de acordo com a Motorola, experiências realizadas com o HD na rede 4G da Claro, que é quem vem testando a LTE no Brasil, demostraram incrível velocidade. “Diferente de tudo já visto até agora”, relata o executivo da Motorola Mobility, James Mattos.
Para aproveitar realmente todo o potencial do aparelho, só resta esperar. Pelo menos até abril do ano que vem, quando as operadoras de telefonia móvel instaladas nas cidades que receberão a Copa das Confederações (competição de futebol que antecede a Copa do Mundo) já terão de oferecer a rede 4G.
