
Com ele habilitado, erros ocasionais, como digitar “qeu" quando se pretende digitar “que”, são automaticamente corrigidos com base em uma lista de erros mais frequentes. E mais: se, na mesma janela de opções do aplicativo onde marcou/desmarcou a caixa acima, você clicar no botão “Opções de Autocorreção”, será aberta uma janela (ver figura) que não apenas lhe permite ajustar alguns comportamentos do recurso (como, por exemplo, o utilíssimo “Corrigir o uso acidental da tecla Caps lock” que, caso você deixe esta tecla acidentalmente ligada, faz o programa “perceber” o erro, desligá-la e corrigir automaticamente o texto) como também alterar a lista dos termos a serem corrigidos, acrescentando alguns e removendo outros a seu gosto. Por exemplo: se você, quando trabalha depressa, costuma digitar “pretente” quando o que deseja é “pretende”, pode solicitar que ao encontrar a palavra grafada incorretamente a autocorreção a substitua automaticamente pelo termo com a grafia correta, bastando para isso preencher as caixas correspondentes na aba “Autocorreção”. Melhor ainda: uma coisa que costumava me irritar era o desagradável hábito do Word de, sempre que eu desejava me referir a um arquivo de imagem de disco no “formato iso” fazer a “correção” para “formato isso” (pois digitar “iso” quando se pretende digitar “isso” é um erro relativamente comum). Pois bastou procurar essa entrada na lista de autocorreções e eliminá-la para que eu pudesse digitar meus “isos” em paz. Em suma: você pode alterar a lista de autocorreções a seu gosto.
Sabendo disso, imagine a seguinte situação: depois de usar por alguns anos seus aplicativos Office e ter um trabalho danado para alterar a lista e os demais ajustes da autocorreção até que se adaptassem as suas necessidades, você se vê obrigado a trabalhar com um Office novinho em folha, recém-instalado, seja por haver trocado de máquina ou por ter sido obrigado a reinstalar o sistema e programas na máquina de sempre. Como transferir para a nova todos os ajustes que foram feitos tão laboriosamente na instalação anterior?
Bem, o segredo é saber onde o Office armazena suas configurações de autocorreção. Há, no entanto, dois problemas. O primeiro é que elas estão armazenadas em diversos arquivos, não só em um. O segundo é que o local desse armazenamento varia com a versão do Office ou de Windows. Mas uma coisa é certa: todas elas são armazenadas em arquivos com extensão “.acl”, de “auto correction list” (em minúsculas; os arquivos com extensões “.ACL” são os originais e não devem ser alterados). Essa informação nos permite migrar as configurações.
O primeiro passo é descobrir onde seus arquivos “.acl” estão armazenados. Para isso, abra o Windows Explorer e faça uma busca em seus discos rígidos por arquivos “*.acl”. Na lista dos resultados da busca, clique com o botão direito em um deles e acione a entrada “Abrir local do arquivo”. Verifique se todos os demais estão lá (não ligue para os de extensão “.ACL”) e copie todos eles em um meio removível, como um pen drive. Agora, vá para a outra máquina (ou a mesma, depois da a reinstalação do Office) e repita a busca. Abra a pasta onde encontrou os arquivos “*.acl” da nova instalação e os substitua pelos copiados da instalação anterior. E continue utilizando as alterações que lhe deram tanto trabalho para fazer. Bom proveito.
