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Estado de Minas

Game Rayman Origins está diferente pela simplicidade, sem pirotecnias

Personagem de maior sucesso da Ubisoft volta à jogabilidade simples e intuitiva dos anos 1990, com belos gráficos ''pintados à mão'', muita algazarra e um game dos mais frenéticos


postado em 16/02/2012 12:20 / atualizado em 16/02/2012 12:52

Grau de dificuldades do belo jogo varia entre muito simples e extremamente irritante, que desafia até os gamers experientes(foto: Fotos: Ubisoft/Divulgação)
Grau de dificuldades do belo jogo varia entre muito simples e extremamente irritante, que desafia até os gamers experientes (foto: Fotos: Ubisoft/Divulgação)
Pense por alguns minutos: entre os jogos de videogame recentes, lançados nos últimos três ou quatro anos, quais seguem o modelo clássico de controle – usando as setas direcionais e dois, três botões? Não muitos. São telas multitoque, acelerômetros, giroscópios, sensores de movimento e de voz, instrumentos musicais e até luvas específicas para cada título lançado. Mesmo os jogos de plataforma mais simples exigem uma chacoalhada aqui ou um QR code ali.

Com tantos acessórios e penduricalhos, parece estranho jogar algo tão simples como Rayman origins. Baseado no mesmo gameplay das versões clássicas para PlayStation – responsáveis pela ascensão comercial da produtora Ubisoft –, o jogo traz de volta o esquema clássico de plataforma: saia correndo pela fase, capture o maior número de itens, mate os chefões e destrave o maior número de extras possível. Sem downloads adicionais ou sem piruetas, um alívio para os jogadores sedentários, contundidos e desanimados que perderam espaço desde 2006.

E se a descrição acima deixa a ideia de um jogo lento, arrastado e tedioso, bastam as primeiras fases para repensar. O ritmo de Rayman origins é mais frenético que a maioria de seus colegas de estilo. No modo cooperativo, que permite até quatro jogadores, é praticamente impossível acompanhar a ação na tela, apertar botões, piscar e ouvir os berros dos amigos ao mesmo tempo. Mas vale a pena tentar – no multiplayer, a loucura dos cenários e dos personagens é potencializada, frequentemente arrancando risadas e algumas ofensas leves dos jogadores envolvidos.

Cenários primorosos
Em vez de acessar fases adicionais na internet, o conteúdo extra deve ser liberado pela conquista de achievements, como colecionar tantas lums (a versão de Rayman para as bananas e moedas espalhadas no cenário) ou descobrir portas secretas atrás das folhagens. Cada trunfo conquistado é revertido em electoons, espécie de moeda de troca que dá acesso aos bônus. Com elas, é possível jogar com mais de 15 personagens e participar de fases de perseguição frenética, em que um único segundo de lapso é suficiente para condenar o progresso do jogador.

Além de todos os trunfos de jogabilidade, os quesitos técnicos são primorosos. Os cenários criados pela equipe de Michel Ancel parecem pintados à mão, e o som une de forma impecável a música ambiente aos grunhidos e aos rugidos de uma miríade de criaturas bizarras na tela. O grau de dificuldade varia entre o “bem simples” – para quem só quer chegar à última fase – e o “extremamente irritante”, para os gamers que buscam destravar todos os segredos do jogo.

A lacuna deixada pelos modos on-line, expansões e grandes firulas é compensada pelo retorno triunfal à jogabilidade retrô, uma manobra arriscada em tempos tão tecnológicos. Com tantos recursos e umas 12 horas de jogo pela frente, Rayman origins se sobressai na lista de lançamentos do fim de 2011 como um dos jogos mais simples e, ao mesmo tempo, mais bem finalizados. Sorte do público “das antigas”, mas também dos pequenos. Afinal, clássico é clássico.

RAYMAN ORIGINS


Produção
» Ubisoft
Desenvolvimento
» Ubisoft
Plataforma
» Wii, Xbox 360, PlayStation 3, PC
e Nintendo 3DS
Número de jogadores
» 1 (single-player), 2-4 (cooperativo)

Preço
R$ 99,90

Avaliação
Jogabilidade
Entretenimento
Gráficos
Som


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