
Quando pensamos em CAD (sigla para computer-aided design, ou desenho assistido por computador), o primeiro software que vem à cabeça de arquitetos, engenheiros e designers é o AutoCAD, programa da AutoDesk, que chegou em março, na versão 2012, e é líder no segmento. A posição de destaque foi conquistada com a tradição, pois ele existe desde 1982. No entanto, a Corel – companhia conhecida pelo fornecimento de softwares para ilustração e gráficos – promete abalar as estruturas desse mercado, dominado por uma só marca, com o lançamento do CorelCAD.
A grande sacada da Corel é oferecer suporte a DWG nativo (o formato de arquivo CAD padrão do setor) e a capacidade de navegar perfeitamente entre os ambientes 2D e 3D. Além disso, há a grande diferença de preços. Enquanto o produto da AutoDesk sai por quase R$ 7 mil, o da Corel é vendido a R$ 2 mil. “Muitas soluções de CAD tornam-se uma despesa proibitiva para as empresas de pequeno e médio porte por causa do alto custo. O CorelCAD representa uma grande alternativa, especialmente para os projetistas que buscam capacidade e precisão a um preço acessível”, disse Klaus Vossen, gerente de produto para desenho técnico na Corel.
O novo software também se adapta bem ao fluxo de trabalho do usuário. Sem nenhum conhecimento de programação, é possível ajustar a interface de usuário para atender às necessidades do seu trabalho. As configurações personalizadas do espaço na tela podem ser gravadas em perfis e implementadas em toda a organização para adaptar à interface do usuário.
O que chama a atenção no CorelCAD são os requisitos do sistema para instalação e para rodar o programa. Enquanto o AutoCAD exige, pelo menos, 4GB de memória, o software da Corel se contenta com 2GB e 500MB de espaço livre em disco. “O mínimo exigido do sistema não define a qualidade de execução de tarefas do CorelCAD. Ele está posicionado para o mercado CAD como uma opção confiável e de qualidade. Convidamos os interessados a testar nossa solução e, então, tomar a decisão de qual software melhor se ajusta às suas necessidades”, ressalta Kevin Thornton, vice-presidente sênior de vendas e marketing da Corel para as Américas.
Algumas funcionalidades ainda precisam ser aprimoradas para chegar ao topo. O maior concorrente já conta com a possibilidade de compartilhar o documento na nuvem e editá-lo, inclusive com a colaboração de outras pessoas. “Nossos planos iniciais abrangem desktop e plataforma Windows e Mac”, limitou-se a dizer Thornton, quando questionado sobre a possibilidade de utilizar a computação nas nuvens no CorelCAD.
3 perguntas para Kevin Thornton
O mercado de CAD sempre ficou restrito ao AutoCAD da AutoDesk e os consumidores se acostumaram a ele. Quais são os principais atributos para que o CorelCAD ganhe essa competição?
Nós queremos trazer opções para os clientes. O CorelCAD tem interface bem familiar, nativo DWG, 2D e 3D, Windows e Mac, em português por um valor justo. O cliente terá mais opções a partir de agora e poderá escolher a solução mais adequada para o seu negócio, considerando o custo-benefício de cada software ofertado. Temos uma grande base de usuários de CorelDRAW e uma parcela significativa dessa base trabalha em conjunto com soluções CAD. O CorelCAD está totalmente integrado com o CorelDRAW e CorelDesigner, o que permite que o usuário ganhe em produtividade.
E quanto aos formatos? Será fácil migrar do AutoCAD para o CorelCAD, por exemplo?
O CorelCAD é nativo DWG e DXF, portanto, não há problemas de incompatibilidade de arquivos. Preservamos os atalhos padrão do mercado, além de oferecermos o mesmo produto para a plataforma Windows e Mac.
O que podemos esperar das ferramentas 2D e 3D do CorelCAD?
São funções que o mercado CAD utiliza e valoriza. Além do fato de ambas as funções estarem dentro de uma mesma solução, facilita o workflow do cliente e aumenta sua produtividade.
