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Estado de Minas

Átomo divisível - Descoberta de Rutherford revolucionou a química há 100 anos


postado em 09/04/2011 13:59 / atualizado em 09/04/2011 14:31

Conheça os diversos modelos já propostos para o átomo
Conheça os diversos modelos já propostos para o átomo
Brasília – As plantas, as pessoas, as bactérias, as árvores, os aparatos tecnológicos. Tudo é feito de átomos. Por isso, compreender a estrutura e o funcionamento da partícula foi o objetivo de pesquisadores por milhares de anos. Até que, há um século, o neozelandês Ernest Rutherford desvendou boa parte dos mistérios que envolviam a peça básica formadora do Universo. Diferentemente do que se imaginava até então, o cientista mostrou que o átomo não era uma bola maciça e indivisível, mas um minúsculo núcleo cercado por uma nuvem de elétrons, em uma estrutura que lembra a do Sistema Solar. Esse modelo, desenvolvido em 1911, revolucionou todas as áreas da ciência, servindo de base para o estudo da matéria até hoje.

Rutherford direcionou um feixe de partículas alfa para uma placa de ouro bastante fina,e posicionou ao redor do sistema uma rede que, ao entrar em contato com as partículas, emitia um pequeno brilho. Se o átomo fosse mesmo uma estrutura rígida e indivisível, todas as partículas deveriam ser rebatidas. Mas ele observou que a maior parte delas ultrapassaram a lâmina de ouro e foram detectadas pela porção da rede localizada logo atrás.

O experimento foi o ponto de partida para a o desenvolvimento de um novo modelo atômico, diferente do proposto por Dalton. Nascido em Christchurch, na Nova Zelândia, Rutherford tinha 40 anos e era professor da Universidade de Manchester quando realizou seu estudo, classificado como um dos 10 mais importantes da história da química. Da mesma forma como ocorreu com outras descobertas revolucionárias, o modelo de Rutherford demorou para ser aceito. “Sem esse achado, provavelmente a ciência estaria um século atrás do que está hoje”, diz o professor do Instituto de Química da Universidade de Brasília (UnB) Gerson Mol.



Os estudos resultaram em uma infinidade de novos produtos. Fibras sintéticas como o náilon e a lycra, por exemplo, deram mudaram a forma como as pessoas se vestem. O plástico tornou-se onipresente ao redor do mundo, e o laser pôde ser desenvolvido 50 anos depois. Graças a Rutherford, uma revolução foi vivida também na medicina: novos medicamentos, tratamentos e formas de analisar o corpo humano surgiram. "Todas as áreas nas quais o conhecimento sobre a estrutura da matéria é relevante, como a física, a química e a biologia, sofreram mudanças", diz Tânia Camel, pesquisadora do Grupo de História da Ciência, Tecnologias e Epistemologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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