Publicidade

Estado de Minas

Com a bola na mão

Desenvolvedora de games aposta no mercado brasileiro com nova versão do Real Footbal


postado em 30/10/2008 11:51 / atualizado em 08/01/2010 04:08

Fotos: Divulgação/ Gameloft
Partidas, que têm inclusive o barulho das torcidas, podem ser disputadas entre amigos por meio de bluetooth, no modo multiplayer
-->
Brasil, terra do futebol... Que o diga a Gameloft, empresa desenvolvedora de games, cujas versões móveis são distribuídas por mais de 180 operadoras em 80 países. Voltando aos gramados, um dos grandes sucessos da empresa é o jogo Real Football, que já teve mais de 7 milhões de downloads em suas versões de 2004 a 2008. E a nova versão, o Real Football 2009, lançada em setembro, já é um dos jogos mais baixados pelos usuários da Claro, que por enquanto é a distribuidora exclusiva do game.

Por R$ 9,99, o usuário ganha o direito a comandar mais de 200 equipes de todo o mundo em seis ligas diferentes, montar suas próprias equipes, definir suas táticas e seus jogadores preferidos, enfim, entrar em campo sem suar a camisa. "Esse é o jogo mais realista para celulares. O Real Football 2009 simula partidas de futebol, incluindo o barulho da torcida, e permite que os jogadores enfrentem seus amigos por bluetooth, por meio do modo multiplayer", diz Baudouin Corman, diretor de Vendas e Marketing para a América Latina.

Com mais de 250 games no seu portfólio, a Gameloft, fundada em 1999, investe alto no desenvolvimento de seus jogos e são mais de 4 mil funcionários espalhados pelo mundo, sendo que 90% deles dedicados à produção dos games. "Cada jogo custa cerca de US$ 500 mil para ser desenvolvido com todas as suas versões para diferentes plataformas, idiomas, displays... O custo unitário do download, que dá direito a jogar pelo resto da vida, é baixo, mas nosso mercado é de volume e, hoje, vendemos três jogos por segundo no mundo e 50 títulos ultrapassaram a marca de 1 milhão de cópias. Baixar um jogo pode ser mais barato do que tomar uma cerveja".

Gameloft/Divulgação

Segundo Corman, os jogos para celular devem ser "divertidos" em um minuto. "Esse é um dos testes. Em um minuto, o usuário já deve estar envolvido com o jogo, brincando. Se isso não acontecer, pára e começa de novo". Para a empresa, o Brasil é um mercado que merece bastante atenção e há dois anos foi aberto o escritório em São Paulo. "Aqui nós temos 60 milhões de pessoas com um console na mão, ou seja, celulares que suportam jogos. Para as operadoras também é um segmento muito interessante por conta do tráfego de dados. Estamos todos no mesmo barco, com o objetivo comum de fazer o mercado crescer. Todos ganham com isso. A Gameloft, que vende mais jogos, as operadoras, que aumentam suas receitas e os usuários, que aproveitam nossa expertise em criar diversão".

No Brasil, os jogos de esportes – futebol, corrida – e os de ação são os mais baixados, por adolescentes, correspondendo a mais de 50% dos downloads. Já nos Estados Unidos, as meninas são as maiores consumidoras. "Nós temos um mix de games que atende a todos os tipos de público e trabalhamos sempre junto às operadoras para encontrarmos as melhores práticas, com acesso fácil e rápido aos jogos". A Gameloft está entre as cinco empresas européias que apresentaram crescimento mais rápido e, em 2007, suas receitas foram de 96,4 milhões de euros. Para este ano, a previsão é aumentar o faturamento entre 25% e 30%, alcançando 130 milhões de euros.

Mas, com o furacão americano, Corman diz que se deve esperar de dois a três meses para ver como o mercado irá se comportar. "Ninguém sabe direito ainda o que vai acontecer, não sabemos qual será o impacto no setor de entretenimento. O nosso produto é barato, então poderemos sofrer um impacto diferente. O certo é que temos uma base muito sólida na região, e o mercado local está crescendo, os aparelhos estão mais sofisticados e mesmo um celular de preço médio já suporta jogos. Pessoalmente, acho que manteremos uma curva de crescimento".-->


Publicidade