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Estado de Minas EM Tóquio

Ele quer ser o maior


21/07/2021 04:00 - atualizado 21/07/2021 00:19

''Vamos brigar pelo ouro. Não vamos entrar na água para brigar por prata ou bronze, pelo quarto lugar'' - Isaquias Queiroz (foto: RODRIGO CLEMENTE/EM/D.A PRESS - 16/8/16)
''Vamos brigar pelo ouro. Não vamos entrar na água para brigar por prata ou bronze, pelo quarto lugar'' - Isaquias Queiroz (foto: RODRIGO CLEMENTE/EM/D.A PRESS - 16/8/16)

Medalha de prata nas categorias C-1 e C-2 1000m e bronze na prova C-1 200m na Olimpíada do Rio'2016, o canoísta Isaquias Queiroz é uma das maiores esperanças do esporte brasileiro para subir no pódio em Tóquio. Aos 27 anos, o primeiro atleta nacional a conquistar três medalhas olímpicas em uma mesma edição tem um objetivo enorme no Japão

"Minha meta sempre foi esta (ser o maior atleta brasileiro olímpico da história). Meus treinos sempre foram muito duros de 2016 para cá. Eu não iria querer ficar na água me torturando ali se eu não tivesse algum objetivo. Mas eu acho que esse objetivo não é só meu. É do Jesus, do Lauro e de todo o Comitê Olímpico, que vem acreditando no meu talento, no meu trabalho e na minha dedicação", disse o atleta. Os iatistas Robert Scheidt e Torben Grael, com cinco medalhas, são os recordistas brasileiros.

Sem falsa modéstia, o competidor diz que não há outra meta que não o primeiro lugar. "Eu venho para Tóquio com esse objetivo e acredito que todo brasileiro deseja que eu esteja no lugar mais alto do pódio, pegando a medalha de ouro. Eu quero muito finalizar os Jogos com essa cena. Meu objetivo é este, ganhar as duas medalhas olímpicas agora, e ter mais títulos para conquistar. Eu não penso em sair daqui sem duas medalhas no pescoço. Posso estar sendo ganancioso, mas treinei muito para isso e eu não quero sair daqui sem este objetivo. Treinamos bastante no sol, na chuva, nas adversidades de vento para chegar aqui e ter resultado. Eu quero representar o meu país no quadro de medalhas", completou o baiano de Ubaitaba.

Isaquias, que vai participar somente nas categorias C-1 1000m e a C2-1000m, terá a companhia de Jacky Godmann. "Eu fico muito feliz em estar ajudando ele. O Isaquias é o meu ídolo. Estou feliz em compartilhar um barco com ele. Espero ajudar no sonho dele. É o meu sonho também estar aqui. Espero que ele consiga as medalhas que está falando e que eu possa fazer parte disso", disse o colega.

MAIS LONGE 


Competições da canoagem de velocidade, com participação brasileira em sua fase classificatória, estão agendadas para 1º de agosto. E o que virá depois do Japão? “Eu acredito que eu ainda posso chegar mais longe ainda. Não que eu esteja velho com 27 anos, mas a canoa exige bastante do corpo, é muito desgastante. Passando Tóquio, é tentar chegar a sete medalhas olímpicas, que é um feito inédito. Estou batalhando para me tornar um dos maiores atletas olímpicos do Brasil. Isso não é impossível, depende só de mim. Porque o treinamento eu tenho, o apoio eu tenho, então, depende só do atleta”, acredita.

Para ele, a preparação não poderia ter sido melhor. “O barco está navegando perfeito. Não temos muito que ganhar no treinamento. Agora, é manter o que fazíamos no Brasil. Vamos brigar pelo ouro. Não vamos entrar na água para brigar por prata ou bronze, pelo quarto lugar. Treinamos muito lá no Brasil e estamos treinando aqui para sair com o melhor resultado e para honrar o time Brasil”.


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