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Estado de Minas CAMPEONATO BRASILEIRO

Enfim, a reação

Atlético finalmente volta a vencer no Brasileiro, após seis derrotas, mas sente boicote. Público do triunfo sobre o Ceará foi o menor do alvinegro nesta temporada pelo torneio


postado em 30/09/2019 04:00 / atualizado em 29/09/2019 22:56

Otero abriu a virada atleticana, que teve torcida dividida e espaços em claro nas arquibancadas do Independência(foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRES)
Otero abriu a virada atleticana, que teve torcida dividida e espaços em claro nas arquibancadas do Independência (foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRES)


As vaias e aplausos ontem à noite, no Independência, são um bom termômetro de como a relação entre torcida e jogadores do Atlético estava desgastada depois de uma sequência de seis derrotas no Brasileiro e eliminação na semifinal da Sul-Americana. Em partida marcada por protestos das organizadas, que não foram ao Horto e convocaram “público zero”, 6.131 torcedores deram mais uma chance ao Galo e viram o time vencer o Ceará por 2 a 1, de virada, pela 22ª rodada do Brasileiro, em partida que ganhou contornos de alívio e superação.

O Atlético – que foi a 30 pontos, mantendo a 10ª colocação com um jogo a menos – não vencia um duelo pelo Brasileiro desde 10 de agosto, quando superou o Fluminense, no Horto, pela 14ª rodada. O triunfo deu um refresco no turbulento momento do Galo, que volta a jogar em casa quarta-feira, às 19h15, contra o Vasco, em confronto adiado. Na sequência, dois desafios duríssimos fora de casa, contra os dois melhores times do Brasileiro, respectivamente, vice-líder e líder: Palmeiras, domingo, às 16h, no Allianz Parque; e Flamengo, em 10 de outubro, no Maracanã.

Com o protesto das organizadas, o setor Minas Inferior, onde se posiciona a Galoucura, ficou praticamente vazio, bem como o lado da Pitangui. Foi o menor público como mandante do alvinegro nesta temporada e o sétimo menor do time no Horto desde a reabertura, em 2012. Único setor que concentrou mais torcedores foi o Ismênia, atrás do banco de reservas. Desde antes de a bola rolar, a torcida mostrou que cobraria muito. Os mais vaiados foram Réver, Cazares (perderam pênaltis contra o Colón) e Elias (cometeu uma penalidade infantil no tempo normal na quinta). O técnico Rodrigo Santana, que vinha sendo poupado de críticas mais pesadas, foi chamado de “burro” já no primeiro tempo. Apenas Patric, Luan e o atacante argentino Franco di Santo receberam aplausos nos primeiros 45 minutos.

“São jogadores experientes, mas são seres humanos. Eles se doam, trabalham bastante. Em qualquer serviço, imagina todo mundo te vaiando. É difícil tomar as melhores decisões. Eles estão de parabéns por passar por cima de tudo”, afirmou o técnico Rodrigo Santana, comemorando a superação dos atletas. “Desde que cheguei ao Atlético, sempre joguei com estádio cheio, mas a gente entende que a torcida está chateada, está triste, a gente também teve uma semana muito triste", lamentou Otero, autor do gol de empate e um dos mais aplaudidos do time no segundo tempo.

Em campo, o Atlético foi confuso nos 45 minutos iniciais e pecou na conclusão. Foram 10 finalizações, sendo apenas três na direção certa do gol de Diogo Silva. Em uma das melhores chances, Cazares se enrolou com a bola na pequena área e não conseguiu finalizar. O Galo tentou em chutes de Luan e Chará, que precisou ser substituído aos 23 minutos, por causa de lesão.

O Ceará foi paciente. Aos 40min, Felippe Cardoso foi derrubado por Igor Rabello na grande área. O árbitro Paulo Roberto Alves Júnior marcou pênalti, muito contestado por jogadores e torcedores, mas confirmado pela equipe do VAR. Thiago Galhardo cobrou forte e abriu o placar.

NA PRESSÃO

Os jogadores do Atlético foram e voltaram do vestiário muito vaiados. E a sorte começou a mudar aos 8min: Réver chutou forte, a bola explodiu na trave e, no rebote, Otero emendou para empatar. Foi o primeiro gol do venezuelano em 15 jogos depois de seu retorno ao clube. Na sequência, o Atlético continuou pressionando. Patric quase virou em dois chutes cruzados da direita. A insistência foi recompensada: aos 35min, depois de confusão na área, Réver tocou para Luan, que empurrou para as redes.

“No segundo tempo voltamos com espírito aguerrido. Otero deu gás, a torcida veio junto e colocamos a bola no chão, tivemos oportunidade. No final, fui coroado com esse gol contra o Ceará. Emocionante. Fico feliz pela vitória, de tirar esse peso. Uma equipe grande não pode passar tanto tempo sem vencer”, comemorou Luan.



FALA, ATLETICANO

(foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRES)
(foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRES)

Leonardo Campos, 26 anos, estudante
“Eu vou entrar, mas entendo o argumento de quem não vai entrar, porque o time não está correspondendo. Mas meu ponto de vista é que é melhor entrar e criticar o time dentro de campo a ficar do lado de fora para piorar a situação. Esse time merece críticas, com toda certeza”
 
 
(foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRES)
(foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRES)
Vítor Lázaro Lima, 25, operador
“Eu saí de Itabirito, vim com o intuito de ver o jogo. Sou a favor do protesto, até porque o time não vem correspondendo com o futebol que a gente espera. Acho válido o protesto, desde que não haja violência no estádio. Eu vou entrar, mas sou a favor do protesto de forma tranquila”
 
 
(foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRES)
(foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRES)
Luiz Gustavo, 34 anos, empresário
“Com todo respeito a todas as torcidas organizadas do Clube Atlético Mineiro, pra mim, não tem isso (de ficar de fora). Eu venho a todos os jogos, mesmo na derrota. Quinta, eu estava lá (contra o Colón) e vou continuar indo”
 
 
(foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRES)
(foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRES)
Eduardo Santos, 46 anos, analista de sistemas
“Torcida tem de prestigiar. Pode protestar, achar ruim, mas sempre tem de estar do lado do time, do jogador. Se não, quem vai estar?”


FICHA TÉCNICA
Atlético 2 x 1 Ceará
Atlético: Cleiton; Patric, Igor Rabello, Réver e Fábio Santos; Nathan; Luan, Elias (Bruninho 29 do 2º), Cazares (Vinícius 42 do 2º) e Chará (Otero 23 do 1º); Franco di Santo
Técnico: Rodrigo Santana
Ceará: Diogo Silva; Samuel Xavier (Wescley 39 do 2º), Valdo, Tiago Alves e João Lucas; Fabinho, Ricardinho e Thiago Galhardo e Lima (Cristovam 33 do 2º); Mateus Gonçalves (Felipe Silva 39 do 2º) e Felippe Cardoso
Técnico: Enderson Moreira
22ª rodada do Brasileiro
Estádio: Independência
Gols: Thiago Galhardo 42 do 1º; Otero 8 e Luan 35 do 2º
Árbitro: Paulo Roberto Alves Júnior (PR)
Assistentes: Bruno Boschilia e Roberto Trombeta (PR)
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
Cartão amarelo: Samuel Xavier, Felippe Cardoso
Público: 6.131
Renda: R$ 47.121
Próximos jogos: Palmeiras (f), Flamengo (f) e Grêmio (c)



Empate que o líder agradece

Em jogo marcado por dois tempos distintos e gol polêmico de Bruno Henrique anulado pelo VAR nos minutos finais, Internacional e Palmeiras empataram por 1 a 1, ontem, no Beira-Rio, em Porto Alegre, pela 22ª rodada do Brasileiro. Com o resultado, o time paulista chega aos 46 pontos e segue a três do líder, Flamengo. Já o Colorado soma 37 e ocupa o sexto lugar na tabela de classificação.

O Verdão, vindo de cinco vitórias seguidas com Mano Menezes, entrou com o desafio de diminuir para apenas um ponto a diferença na ponta da competição. Aos 26min, os donos da casa abriram o placar, com Patrick. Na segunda etapa, Willian acertou chute indefensável para empatar. Nos minutos finais, o VAR anulou gol marcado por Bruno Henrique. Na origem da jogada, a bola resvalou na mão de Willian em disputa com o zagueiro Klaus.

Na Vila Belmiro, depois de quatro jogos sem vencer, o Santos bateu o CSA por 2 a 0. Assim, chegou aos 41 pontos e continua na briga pelo título. Desde o início da partida, o Santos controlou a bola no setor ofensivo. Aos 33min, veio o primeiro gol, após penalidade cometida por Naldo, que tocou a bola na mão. O uruguaio Carlos Sánchez converteu. Eduardo Sasha ampliou no segundo tempo.

ANULADOS

No Itaquerão, em partida com três gols anulados, o Corinthians venceu o Vasco por 1 a 0. Ralf selou a vitória no segundo tempo. A partida teve a intervenção do VAR para anular dois gols do time paulista e um da equipe carioca. O resultado leva o time de Carille aos 38 pontos, na quarta colocação. O cruzmaltino tem 24, em 13º.

Primeiro time acima da zona de rebaixamento, o Fluminense derrotou o Grêmio por 2 a 1, no Maracanã, o que manterá o Cruzeiro no Z-4, mesmo que vença o Goiás hoje. Como terá o duelo com o Flamengo na quarta-feira pela semifinal da Libertadores, o tricolor gaúcho entrou cheio de reservas. Nenê e Caio Henrique marcaram para os cariocas, e Ferreira descontou para os visitantes.



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