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Estado de Minas

Festa no interior

Minas confirma melhor campanha na Superliga Feminina, vence o Praia em Uberlândia e fecha a série final em 2 a 0, no terceiro título de sua história. Ainda emplaca sete premiações


postado em 27/04/2019 05:13

Dezessete anos depois da última conquista, minas-tenistas dão novamente a volta olímpica com a taça. Time ainda terminou com o melhor treinador da competição e a melhor jogadora, além de outros troféus individuais(foto: Fotos: Cleiton Borges/Esp. para o EM)
Dezessete anos depois da última conquista, minas-tenistas dão novamente a volta olímpica com a taça. Time ainda terminou com o melhor treinador da competição e a melhor jogadora, além de outros troféus individuais (foto: Fotos: Cleiton Borges/Esp. para o EM)
 

Uberlândia – Depois de 17 anos, o Minas voltou a ser campeão da Superliga Feminina de Vôlei. O título veio na noite de ontem, quando a equipe de Belo Horizonte venceu o Praia, no Sabiazinho, em Uberlândia, por 3 a 1 (17/25, 25/23, 25/14 e 28/26), fechando a série final em 2 a 0. Com isso, Minas Gerais mantém o domínio da modalidade, já que na temporada passada o campeão havia sido, justamente, o time do Triângulo. O Minas é agora tri – venceu também em 1993 e 2002. Hoje de manhã, as campeãs desfilarão pela capital mineira em carro do Corpo de Bombeiros. 

Foi uma final emocionante, em dois confrontos disputadíssimos. No primeiro, no Mineirinho, a equipe minas-tenista precisou de cinco sets para sair com a vitória: 3 a 2. Ontem, em quatro sets, mais emoção. Em duas parciais, a diferença de apenas dois pontos serviu para mostrar o equilíbrio entre as equipes, que foram as melhores durante toda a Superliga.

Se no primeiro duelo da decisão, em BH, o Minas abriu 2 a 0, deixou o ritmo cair e permitiu o empate do Praia até reencontrar seu jogo e fechar a partida no tie-break, ontem o roteiro foi semelhante: no primeiro set, o MTC praticamente não existiu. Cometeu erros demais: sete. Foi presa fácil. Porém, fez valer a qualidade de seu time e ressurgiu, sacudiu a poeira e deu a volta por cima, vencendo as três parciais seguidas.

Algumas jogadoras se superaram, como Natália. Ela foi a dona do terceiro e do quarto sets, quando marcou 13 de seus 20 pontos na partida – foi a maior pontuadora –, levando o prêmio de melhor jogadora da final. Outra que se destacou foi Gabi. Ela sofreu no terceiro set, por causa do piso escorregadio na entrada de rede. Caiu várias vezes na hora de atacar. Mas isso não a abalou. Fez 15 pontos no confronto. E se existe uma jogadora que merecia sair glorificada de quadra era Carol Gattaz, pelo esforço e por tudo o que vem fazendo desde que chegou ao clube, em 2014. Foi dela o ponto final, um bloqueio que valeu o título.

LÁGRIMAS E DESPEDIDA Terminada a partida, em meio à festa, as jogadoras e até o técnico minas-tenista Stefano Lavarini caíram em lágrimas. A meio de rede Mara mal conseguia falar: “Foi tudo muito difícil pra mim. Minha temporada foi difícil, doída. Só penso na minha mãe, que sofreu um acidente. Foi atropelada e está de cadeira de rodas, depois de passar por cirurgia. Minha vida, desde novembro, é hospital e quadra, quadra e hospital. Mas somos campeãs e sei que minha mãe está feliz, muito feliz. Joguei por mim e por ela”.

Lavarini se emocionou muito, até porque está se despedindo do Minas. Ele agora vai dirigir a Seleção da Coreia do Sul no Torneio Pré-Olímpico de Vôlei Feminino e, depois, vai para a Itália. “Saio com o dever cumprido. Queria muito este título, de campeão da Superliga. Fui muito feliz no Minas, este grande clube. As duas temporadas que vivi aqui foram tudo para mim.”

Para Carol Gattaz, a palavra que resumia o título foi superação: “É muito orgulho. Não consigo nem falar, estou emocionada. Quero agradecer a todos. À minha família, ao meu amor, mas principalmente à comissão técnica, que nos fez acreditar que podíamos jogar a temporada inteira, ainda mais eu, que tenho um problema crônico no joelho e estava um pouco desacreditada. Nosso time provou que com força de vontade a gente consegue”.

A meio de rede Fabiana, do Praia, reconheceu a superioridade da equipe da capital: “Sinceramente, fico sem palavras. A gente sabia que seria difícil. O Minas merecia o título, foi constante a Superliga inteira”.


As melhores da temporada 2018/2019

MVP*: Macris (Minas)
Técnico: Stefano Lavarini (Minas)
Líbero: Camila Brait (Osasco)
Oposta: Nicole Fawcett (Praia)
Ponteiras: Gabi e Natália (Minas)
Centrais: Carol (Praia) e Carol Gattaz (Minas)
Levantadora: Macris (Minas)
Craque da Galera: Carol Gattaz (Minas)
Árbitro: Sérgio Cantini (RJ)

* Melhor jogadora (Most Valuable Player, na sigla em inglês)


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