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Tudo pode acontecer

Final do Mineiro nesta tarde, no Horto, é imprevisível. Se para o Cruzeiro basta o empatepara erguer a taça, Atlético conta com a torcida e precisa de triunfo simples para festejar


postado em 20/04/2019 05:06

Colombiano Chará destaca que, apesar de ter de sair para o jogo, para buscar a vitória, Galo terá de atuar com inteligência no Independência(foto: Bruno Cantini / Atletico)
Colombiano Chará destaca que, apesar de ter de sair para o jogo, para buscar a vitória, Galo terá de atuar com inteligência no Independência (foto: Bruno Cantini / Atletico)



Com mais de nove décadas de história, Cruzeiro e Atlético já protagonizaram clássicos com elementos de emoção, tensão e rivalidade à flor da pele. Hoje, os rivais escrevem às 16h30, no Independência, mais um capítulo desse emblemático confronto, na 23ª decisão de Campeonato Mineiro entre os mais tradicionais clubes do estado. Alvinegros e celestes disputam mais uma finalíssima que está em aberto. Quando a bolar rolar, os cruzeirenses terão a vantagem do empate para ficar com o título, já que venceram o primeiro duelo por 2 a 1, no Mineirão. Para o Galo, líder na primeira fase, a missão é um pouco mais difícil, mas não impossível: basta triunfar por qualquer placar para levar mais um troféu para sua galeria.

Atual campeão estadual, o Cruzeiro leva vantagem em finais diretas contra seu principal oponente, com 13 conquistas contra oito – em 1956, o título foi dividido. O time celeste busca o 12º troféu invicto no Mineiro e tenta voltar a ser bicampeão seguidamente depois de 10 anos. Já o Atlético luta para manter a hegemonia no estado (foi campeão 44 vezes) e nesta década: pode alcançar sua quinta taça desde 2011.

Caso chegue ao título, o Galo ganha motivação extra para lutar pela difícil classificação à segunda fase da Copa Libertadores. Na terça-feira, vai encarar o Nacional-URU, às 21h30, no Mineirão. Depois de mandar cinco jogos consecutivos no Gigante da Pampulha, o Galo retorna ao Independência, um de seus principais trunfos nos últimos anos. O último confronto no Horto foi em 27 de fevereiro, no empate sem gols com o Defensor. Com casa cheia (até ontem foram vendidos 21.551 ingressos), o alvinegro espera ter a energia necessária para construir o placar de que precisa para ser campeão.

Mas a receita também passa pela cautela, com o time defendendo e atacando com inteligência. “Para que possamos garantir o resultado, precisaremos manter a tranquilidade, ter mais intensidade, saber o que estaremos enfrentando. O Cruzeiro é uma grande equipe, mas temos que pensar que é uma final e podemos vencê-la”, afirma o atacante colombiano Chará.

O jogo desta tarde pode coroar um técnico sem experiência em grandes equipes e que terá dirigido o time atleticano em apenas duas partidas. Substituto do demitido Levir Culpi, Rodrigo Santana foi surpreendido com o convite da diretoria e agora espera levar o Galo ao seu máximo rendimento: “Não esperava por isso, não imaginava estar em uma decisão contra o maior rival, porém, estou bem tranquilo. Vim para ajudar, independentemente se fosse auxiliar ou técnico do Sub-20. A ideia é estar dentro do clube que eu aprendi a admirar”.

A final mineira deve ser a última do experiente zagueiro Leonardo Silva, que completa 40 anos em junho. Com contrato até o fim do Estadual, ele deve encerrar a carreira e se tornar gerente das categorias de base do Galo. O defensor tem no currículo cinco títulos mineiros: 2009 (pelo Cruzeiro), 2012, 2013, 2015 e 2017, sendo o capitão da equipe nas duas últimas campanhas.

DESEMPENHO IMPECÁVEL Triunfo ou empate hoje, no Independência, vai louvar um início de temporada implacável do Cruzeiro, única equipe invicta da elite do futebol brasileiro em 2019. Com a primeira colocação do Grupo B da Libertadores assegurada com duas rodadas de antecedência, a Raposa viaja amanhã para a Venezuela mas, antes, quer levantar a primeira taça do ano na casa do maior rival. Jogar no Horto, contra 90% de torcida alvinegra, não incomoda o técnico Mano Menezes.

“O Cruzeiro está calejado para jogar em qualquer lugar. Vem mostrando isso nesses quase três anos que estou aqui. Já conquistamos títulos fora, com este grupo. É uma oportunidade de você mostrar mais uma vez a capacidade deste grupo. Acreditamos muito na gente”, concluiu.

Quarto treinador que mais comandou a Raposa na história – 212 jogos, atrás apenas de Ilton Chaves, Levir Culpi e Niginho –, Mano vai em busca de seu quarto título na Toca: contabiliza duas Copas do Brasil (2017 e 2018) e o Mineiro do ano passado. Destes, o troféu nacional do ano passado foi na casa do adversário, vencendo o Corinthians por 2 a 1, em São Paulo.

Enquanto o Cruzeiro vai em busca do bi consecutivo pela primeira vez desde 2008/2009, apenas um atleta pode se tornar hoje tricampeão mineiro seguido: vencedor com o Atlético em 2017, quando foi artilheiro com 10 gols, o atacante Fred voltou ao Cruzeiro no ano passado, quando conquistou a taça, e pode repetir a dose neste ano, sagrando-se também artilheiro do Estadual. Ele tem 11 gols, três a mais que Alerrandro e quatro de vantagem para Ricardo Oliveira.



Atlético
Victor; Guga, Réver (Leonardo Silva), Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison, Elias, Cazares (Vinícius ou Geuvânio), Luan e Chará; Ricardo Oliveira
Técnico: Rodrigo Santana

Cruzeiro
Fábio; Edílson, Leo, Dedé e Egídio; Henrique, Lucas Romero, Robinho, Rodriguinho e Marquinhos Gabriel; Fred
Técnico: Mano Menezes

2º jogo da final do Mineiro

Estádio: Independência
Horário: 16h30
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP)
Assistentes: Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Júnior (RS)
VAR: Leandro Pedro Vuaden (RS)
TV: Globo


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