Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas

Mineirão se propõe a receber a decisão


postado em 27/11/2018 05:19

"Foram três minutos que não desejo a ninguém. Se eu perdesse o olho, nada poderia compensar isso" Pablo Pérez, capitão do Boca Juniors (foto: Juan Mabromata/AFP)



A decisão da Copa Libertadores de 2018 pode, finalmente, ter uma definição hoje. Ontem, a Minas Arena apresentou o Mineirão como uma das opções para a final. Reunião na sede da Conmebol, em Luque, no Paraguai, entre dirigentes da entidade e dos finalistas Boca Juniors e River Plate deve sacramentar o dia, hora e local do segundo jogo – inicialmente marcado para sábado, mas que foi adiado em função de ataque com pedras e gás de pimenta ao ônibus do Boca por torcedores do River, na chegada ao Monumental de Núñez, em Buenos Aires.

Dois jogadores ficaram machucados de forma mais severa: o capitão Pablo Pérez, com úlcera na córnea do olho esquerdo, atingido por estilhaços de vidro, e o armador Gonzalo Lamardo, com lesão no olho direito. Ontem, Pérez revelou pânico com o incidente. “Foram três minutos que não desejo a ninguém. Não havia tanta gente na hora que atravessamos a ponte, mas estava todos acumulados em um só lugar. De repente, apareceram 200 pessoas atirando pedras”, relembrou, para completar: “Se eu perdesse o olho, nada poderia compensar isso”.

Ele disse temer por algo pior se a final tivesse sido disputada naquele dia: “Foi uma vergonha. Tenho mulher e três filhas. A maior me abraçou quando cheguei em casa e estava chorando. Ninguém pode jogar desta maneira, isso não pode se repetir. Não posso ir a um estádio onde não me dão segurança. O que ocorreria se a gente jogasse e ganhasse? Quem me tiraria dali? Se as pessoas estavam loucas antes de a gente entrar, imagine se a gente desse a volta olímpica no estádio? Eles me matariam! Não vou jogar em um estádio onde posso morrer”.

A intenção da Conmebol é organizar a partida de volta, uma vez que houve jogo de ida, na Bombonera, com apenas torcedores do Boca – que terminou em 2 a 2. A data provável da final seria 8 de dezembro, mas não se sabe se no Monumental, nem se haveria torcedores.

O presidente do Boca, Daniel Angelici, chegou a pedir para que seu time seja declarado campeão. Afinal, culpa do adversário pela confusão no sábado. Já o presidente do River, Rodolfo D’Onofrio, repreendeu os rivais por apelarem ao Tribunal de Disciplina da Conmebol. “Não há possibilidade de darem o jogo por vencido pelo Boca. Se ocorrer, será uma vergonha absoluta, uma das maiores traições que alguém pode fazer”.

Em 2015, o Boca foi eliminado das oitavas de final da Libertadores após agressão aos jogadores do River na Bombonera. Isso motivou o pedido do time xeneize agora.

CONVITE
Uma opção seria fazer a segunda partida fora de Buenos Aires, o que incluiria a hipótese do Mineirão. Segundo o diário esportivo argentino Olé, Gênova também se propôs a receber o jogo. De acordo com a publicação, o governo italiano afirmou que a cidade possui vínculos “profundos” com ambos os clubes, fundados por imigrantes genoveses.

Outra possibilidade é jogar nos Emirados Árabes, onde será disputado o Mundial de Clubes. A argentina Mendoza também estaria nos planos.

 

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade