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Estado de Minas Doces e sobremesas

Doce de pêssego

Receita fornecida pelo padre Sebastião C. Chaves, do Santuário do Caraça: (31) 3837-2698


postado em 15/07/2016 09:00

Ingredientes:

- 1 kg de pêssegos pequenos (de vez)

- 2,5 kg de açúcar cristal

- 1 colher (sopa) de sal amoníaco

- 4 litros de água (3 para aferventar os frutos e 1 para a calda)

- Canela em pau a gosto

- Cravo a gosto

Modo de Preparo:

Ferver a água, pôr o sal amoníaco (dentro de um saquinho de pano) e os frutos. Deixar aferventando por 10 minutos, sem cozinhar, e mexer com uma colher de pau. Lavar cada pêssego em água corrente e aferventar novamente em outra água, até levantar fervura. Fazer uma calda, de consistência média, com açúcar, cravo e canela, que deverá ficar num tom avermelhado. Virar os pêssegos na calda quente e deixar ferver durante 30 minutos - não precisa mexer, para não estourar os frutos.

Quando a calda estiver grossa, desligar o fogo e deixar o doce na panela até o dia seguinte. Voltar ao fogo e, quando levantar fervura, estará pronto.



Santuário do paladar

A propriedade de mais de 10 mil hectares, numa altitude de 1.297 metros, é um convite ao descanso, às caminhadas e à contemplação. O Santuário do Caraça, em Catas Altas, a 120 quilômetros de Belo Horizonte, é também um prato cheio para quem gosta de uma bela refeição, com tempo e silêncio suficientes para aproveitar a combinação de temperos, legumes, carnes, vinhos e doces. No pomar, perto da igreja em estilo neogótico, construída em 1883, o administrador, padre Sebastião Carvalho Chaves, colhe os pêssegos que vão se transformar numa compota divina, por obra e arte da doceira Maria da Anunciação Monteiro.

Experiente, ela conta que os pêssegos precisam estar "de vez", portanto, quase maduros. O preparo é longo, e não custa esperar para ver e apreciar. Enquanto isso, vale a pena visitar os pontos turísticos da reserva particular do patrimônio natural (RPPN), que abriga religiosidade, cultura, história, beleza e preservação ambiental. E presenciar cenas curiosas e inusitadas, como a visita noturna dos lobos-guarás, ávidos por receber nacos de carne das mãos dos padres, sem dar bola para a platéia.

No dia seguinte, na hora do almoço, fogão a lenha aceso e frango empanado na mesa. A seguir, vem o doce de pêssego, servido numa compoteira antiga, realçada pela luz que entra pela janela, e que faz os olhos dos visitantes arregalarem. No meio da tarde, fé em Deus e pé na tábua para desfrutar de outros momentos tão sublimes.

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