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Estado de Minas GASTOS

Governo Bolsonaro: veja o TOP-10 de gastos com viagens

Ministro da Tecnologia é o campeão de gastos em 2021, totalizando R$ 279,8 mil em despesas nos deslocamentos ao exterior


13/01/2022 18:49 - atualizado 13/01/2022 18:54

Marcos Pontes fala com jornalistas
Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ranking dos 20 servidores que mais gastaram com viagens em 2021 tem dois ministros e um secretário especial do Ministério da Economia, conforme dados do Portal da Transparência, da Controladoria-Geral da União (CGU).
 
Na lista dos TOP 10 dos maiores gastos em viagens internacionais e nas viagens nacionais há quatro mulheres. Entre os 10 servidores que com mais despesas em viagens internacionais, está o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes. Ele é o campeão de gastos em 2021, totalizando R$ 279,8 mil em despesas nos deslocamentos ao exterior. Procurada, a pasta ainda não comentou o assunto.

Em segundo lugar do ranking, ficou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que foi responsável pelo gasto total de R$ 258,5 mil nos deslocamentos ao exterior e também tem presença no TOP 10 de viagens nacionais. Procurada, a pasta informou que o ministério tem muitas empresas e órgãos vinculados e o ministro acaba tendo que viajar bastante para o acompanhamento de obras e de outros compromissos que o cargo exige. “O Ministério de Minas e Energia, dentre outras particularidades, pode ser caracterizado pela sua abrangência e essencialidade das diversas atividades desenvolvidas. Sua área de atuação abrange os fundamentais segmentos para o desenvolvimento sustentável e para a infraestrutura do País: setores de petróleo, gás natural e biocombustíveis; energia elétrica; planejamento e desenvolvimento energético; e mineração; e nesse contexto, por óbvio, a alta direção do Ministério precisa estar atuando, supervisionando ou conduzindo iniciativas de toda ordem, afetas às suas amplas atribuições e responsabilidades, muitas delas, de forma presencial”, informou.

O órgão ressaltou que “em prol da economicidade, viagens que não necessitam da participação de outros integrantes do MME e das suas Entidades vinculadas, o Ministério tem priorizado voos em aeronaves comerciais, em detrimento às aeronaves militares da Força Aérea Brasileira (FAB), cujos custos são superiores”. “Tal medida reforça o firme compromisso do MME com a eficiência administrativa e as melhores práticas para gestão dos gastos públicos”, acrescentou.

O terceiro lugar da listagem ficou com o assessor do Ministério das Comunicações Cleverson Oliveira Silva. A pasta informou que o funcionário é fotógrafo do órgão e viaja com o ministro Fábio Faria para registrar as agendas e compromissos. “Ele o único funcionário da equipe da Assessoria Especial de Comunicação do ministério (Ascom/MCom) a acompanhar o ministro em todas as suas viagens”, destacou.


Nas viagens nacionais, o destaque ficou com o Ministério da Educação que, respondendo por pouco mais de 4% dos gastos totais com viagens a serviço em 2021 (R$ 22,36 milhões), tem o funcionário no topo da lista dos 10 servidores que mais gastaram no deslocamento doméstico.  O servidor Paulo Cesar Fagundes Neves, diretor da Universidade Federal do Vale do São Francisco, recebeu R$ 150,1 mil em pagamentos por viagens. Procurada, a pasta não comentou o assunto.


O ministro Bento Albuquerque. novamente, ficou na vice-liderança, com R$ 148,8 mil em gastos em viagens totais. O secretário especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, ocupa a 5ª colocação da listagem das viagens nacionais.

Procurado, Da Costa, informou que as viagens estão relacionadas com o compromisso de campanha do governo, de “Mais Brasil, menos Brasília”. “Temos feito, desde o início do governo, a ‘Mobilização pela Produtividade e Emprego’, em q reunimos em cada Estado todo o setor produtivo com lideranças políticas, governamentais e associativas, para promovermos mudanças no nível subnacional”, disse Da Costa.

“Como resultado, conseguimos grandes avanços em regulações locais, desburocratização e liberdade econômica em Estados e Municípios, com impacto de bilhões de reais em todo o país”, acrescentou. Segundo ele, durante a pandemia o governo conseguiu atender a “mil solicitações do setor produtivo, que impediram uma queda maior no emprego, e facilitaram a retomada. Isso demanda presença constante no território”.

De acordo com dados do Portal da Transparência, as despesas com passagens e diárias cresceram 35%, na comparação com 2020, totalizando R$ 733,34 milhões. O valor ainda é inferior aos R$ 1,29 bilhão aos de 2019, mas chama a atenção pelo fato de que o número de processos cresceu em ritmo menor: 18%. Ou seja, os viajantes estão gastando mais em cada deslocamento. Conforme os dados do Portal, as viagens domésticas responderam por 91% dos gastos totais com viagens a serviço e o 9% restantes foram com as internacionais.

 

 


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