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Estado de Minas AMAZÔNIA

Governo esperou fim da COP26 para informar sobre desmatamento na Amazônia

Segundo nota do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, governo teria ciência do resultado negativo desde 27 de outubro. É o pior resultado desde 2006


18/11/2021 23:23 - atualizado 18/11/2021 23:44

Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que participa de evento aéreo em em Dubai, nos Emirados Árabes, voltou a falar que a Floresta Amazônica 'é úmida' e por isso 'não pega fogo' (foto: AFP)

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) publicou, nesta quinta-feira (18/11), dados que mostram que o desmatamento na Amazônia no período de 12 meses entre agosto de 2020 e julho de 2021, foi o maior desde 2006. Segundo os números do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por satélites do Inpe apontam um total de 13,235 mil km² árvores perdidas no último ano.


A informação, entretanto, era conhecida pelo governo brasileiro desde antes da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 (COP 26). O registro revelado pelo Inpe foi o maior para este intervalo de tempo desde o ano de 2006. Segundo a nota técnica do instituto, as autoridades brasileiras já tinham ciência do resultado negativo desde o dia 27 de outubro, mas a informação só foi liberada agora, após a realização da Cop 26, em Glasgow na Escócia.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que participa de evento aéreo em em Dubai, nos Emirados Árabes, voltou a falar que a Floresta Amazônica "é úmida" e por isso "não pega fogo", em conversa com empresários e autoridades da região árabe. A afirmação de Bolsonaro feita na última segunda-feira (15/11) já havia sido proferida pelo mandatário no ano passado.  


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