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Estado de Minas DOCUMENTO SUSPENSO

CPI da COVID: médico cancela atestado de suposto lobista e alega simulação

Advogado Marconny Faria havia alegado dores pélvicas. Com o cancelamento do documento, Faria terá que comparecer ao Senado nesta quinta-feira (2/9)


01/09/2021 19:46 - atualizado 01/09/2021 20:16

CPI da COVID ouviu nesta quarta-feira (1º/9) o motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva(foto: Roque de Sá/Agência Senado)
CPI da COVID ouviu nesta quarta-feira (1º/9) o motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva (foto: Roque de Sá/Agência Senado)
O advogado Marconny Faria, apontado pela CPI da COVID como lobista da Precisa Medicamentos, comparecerá ao Senado Federal para depor nesta quinta-feira (2/9). A informação foi divulgada pelo vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que recebeu a informação do médico de Marconny que o atestado apresentado por seu paciente estava cancelado.

Segundo Randolfe, o médico que concedeu o atestado entrou em contato com o senador alegando uma simulação por parte de Marconny Faria e que cancelaria o documento. "Com isso, amanhã receberemos o Sr. Marconny na CPI da COVID", publicou o parlamentar em uma rede social.

Marconny Faria havia alegado dores pélvicas para não comparecer à CPI. Com isso, apresentou um atestado médico de 20 dias. Mais cedo, Randolfe Rodrigues havia solicitado que a junta médica do Senado Federal verificasse a situação de Marconny.

Marconny Faria havia alegado dores pélvicas para não comparecer à CPI. Com isso, apresentou um atestado médico de 20 dias. Mais cedo, Randolfe Rodrigues havia solicitado que a junta médica do Senado Federal verificasse a situação de Marconny. Além de Marconny, quem também apresentou atestado foi Marcos Tolentino, acusado de ser um sócio oculto da FIB Bank, fiadora da Precisa Medicamentos.

Tolentino disse que estava com mal-estar e também apresentou um atestado médico de 20 dias. Ele deveria ser ouvido nesta quarta-feira (1º/9), mas como não compareceu, quem acabou prestando depoimento foi Ivanildo Gonçalves da Silva, motoboy da VTCLog, que confirmou saques e pagamentos de boletos em nome da empresa, que foi escolhida pelo Ministério da Saúde para ficar responsável pela armazenagem e distribuição de medicamentos.

Para os parlamentares, a VTCLog pode ser uma peça em suposto esquema de corrupção e pagamento de propina a agentes públicos e políticos.

Já Marconny Faria é acusado de ter atuado para favorecer a Precisa Medicamentos no negócio que envolveu a compra da vacina indiana Covaxin, que acabou fracassando. A CPI da COVID tentou entregar a ele o ofício de convocação, mas como ele não foi encontrado, o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), disse que iria ao Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar o advogado a prestar depoimento.


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