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Estado de Minas CPI DA COVID

Aziz sobre Ricardo Barros: 'Tucunaré morre pela boca'

Presidente da CPI da COVID encerrou a oitiva do líder do governo na Câmara após ataques à comissão


12/08/2021 15:55 - atualizado 12/08/2021 16:36

Senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da COVID(foto: Pedro França/Agência Senado)
Senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da COVID (foto: Pedro França/Agência Senado)
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID, senador Omar Aziz (PSD-AM), concedeu entrevista coletiva após dar por encerrada a oitiva do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR). “Falar que a CPI atrapalha compra de vacinas? Ai não dá”, disse o senador.
 
 
Barros acusou os senadores de atrasarem negociações de vacinas. Depois da declaração, a sessão da CPI foi suspensa. Em seguida, na retomada, Aziz suspendeu definitivamente a sessão a pedido do senador Alessandro Vieira. Agora, Barros será ouvido como investigado e não convidado.

“Olha só, a estratégia ficou clara. Em respeito aos deputados federais, trocamos a convocação por um convite. Esperávamos respeito, e ele não teve. Lá na minha terra, tucunaré morre pela boca”, disse Aziz. “Falar que a CPI atrapalha compra de vacinas? Ai não dá”, completou.

Aziz disse concordar com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em depoimento à CPI, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) afirmou que o chefe do Executivo federal apontou o líder do governo na Câmara como responsável pelo superfaturamento na negociação de vacinas.

“Eu concordo com o Bolsonaro quando ele disse para o Luís Miranda, Ricardo Barros está no radar dos negociadores de vacina”, disse Aziz. “Em vez de se explicar, ele vem tentar atrapalhar o trabalho da CPI”, completou.
 

O dia da CPI

O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) na Câmara, foi convidado a depor à CPI da COVID, instalada pelo Senado.

Após relato do também parlamentar Luis Miranda (DEM-DF), Barros foi acusado de estar envolvido no suposto esquema de propina para a compra da Covaxin.

Ricardo Barros foi ministro da Saúde durante a gestão de Michel Temer (MDB). O nome dele teria sido mencionado por Bolsonaro, ao descobrir um esquema de corrupção dentro da pasta, segundo apontou Luis Miranda em depoimento à CPI no final de junho.

Aos senadores, Miranda disse que o presidente tinha a desconfiança da atuação do deputado em torno das pressões no Ministério da Saúde em favor da vacina da empresa indiana Bharat Biotech. 

O pedido para convocar Barros partiu de Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Originalmente, a ideia era ouvi-lo antes do recesso parlamentar de julho. Os adiamentos do depoimento geraram a irritação do líder de Bolsonaro na Câmara, que chegou a acionar o Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele teve os sigilos telefônico, bancário, fiscal e telemático quebrados na semana passada.

Além do envolvimento no esquema de corrupção, os senadores buscam esclarecer a relação de Barros com Francisco Maximiano, proprietário da Precisa Medicamentos, que teria intermediado a venda de vacinas da Covaxin para o Ministério da Saúde. 
 


 


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