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Estado de Minas ''COVARDIA''

Bolsonaro diz que Nise foi ''humilhada'' na CPI da COVID: 'covardia'

Presidente afirmou que Renan Calheiros, relator da comissão, tem ''PhD em corrupção'' e classificou abordagem de senadores como ''covardia''


01/06/2021 22:17 - atualizado 01/06/2021 22:40

Oncologista Nise Yamaguchi durante depoimento na CPI da COVID(foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Oncologista Nise Yamaguchi durante depoimento na CPI da COVID (foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
 

 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que a médica Nise Yamaguchi foi humilhada pelos senadores no depoimento desta terça (1º/6) à CPI da COVID. Apontada como conselheira do governo federal na pandemia, ela prestou depoimento durante quase oito horas.

“Hoje estava lá a Nise Yamaguchi, estudiosa no assunto, e está sendo humilhada. É uma covardia. Covardia. Um cara (Renan Calheiros, MDB-AL) com 17 inquéritos no Supremo, PhD em corrupção, e tentando fazer o quê? Mas olha que ridículo”, disse o presidente a apoiadores em Brasília.

Um dos questionamentos feitos a Nise Yamaguchi girou em torno de um decreto que teria sido elaborado para mudar a bula da hidroxicloroquina.

Ela é uma das maiores defensoras do uso do medicamento para combater a COVID-19, apesar de especialistas comprovarem a ineficácia.

“Ficaram uma hora batendo na Nise. ‘A senhora ficou sabendo do decreto para mudar a bula da cloroquina?’. Eu não sabia que se mudava bula com decreto”, completou o presidente.

Também nesta terça-feira, o relator da CPI disse que não vai mais convocar defensores do chamado “tratamento precoce” contra a COVID-19 para prestar depoimento.

"Não temos mais interesse de ficar dando palco para defesas da cloroquina. A ciência, a academia, a OMS (Organização Mundial da Saúde)... Todo mundo contraria isso", disse Renan Calheiros após o depoimento de Nise.

Segundo Calheiros, o que fica comprovado com os depoimentos de Yamaguchi, juntamente com o da secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, é que houve "a utilização da cloroquina e dos produtos do tratamento precoce como política pública, gastando dinheiro público, em detrimento da vacinação".


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