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Estado de Minas LULA

Lula sobre Bolsonaro: 'Presidente não é eleito para falar bobagens'

Ex-presidente também disse que compra de vacinas contra a COVID-19 é questão de 'amor à vida ou à morte'


10/03/2021 12:12 - atualizado 10/03/2021 12:37

No Sindicato do ABC, Lula discursou pela primeira vez após se tornar elegível(foto: Reprodução/YouTube Lula)
No Sindicato do ABC, Lula discursou pela primeira vez após se tornar elegível (foto: Reprodução/YouTube Lula)
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República entre 2003 e 2010, criticou nesta quarta-feira (10/03) Jair Bolsonaro (sem partido), atual chefe do governo federal, no primeiro discurso após recuperar os direitos políticos e se tornar elegível para as eleições gerais de 2022. Para Lula, Bolsonaro não foi eleito “para falar bobagens no fake news”.

“A questão da vacina não é uma questão se tem dinheiro ou se não tem dinheiro. É uma questão se eu amo a vida, ou amo a morte. É uma questão de saber qual o papel do presidente da República no cuidado do seu povo. Porque um presidente da República não é eleito para falar bobagens no fake news, para incentivar compra de armas como se nós tivéssemos necessitando de armas”, afirmou, em pronunciamento nesta quarta, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, cidade do interior paulista.

“Quem está precisando de armas são as nossas Forças Armadas, é a nossa polícia, que muitas vezes sai para a rua para combater a violência com um 38 velho, todo enferrujado, mas não é a sociedade brasileira. Não são os fazendeiros para matar sem terra ou pequenos proprietários. Não são milicianos que estão precisando de armas para fazer o terrorismo na periferia desse país, para matar meninos e meninas. Sobretudo, meninos e meninas negras que são as maiores vítimas das armas e das balas perdidas desse país”, completou o ex-presidente.

Lula se tornou elegível novamente após o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última segunda-feira (08/03), anular as condenações em processos relacionados à Operação Lava-Jato.

Na decisão favorável a Lula, Fachin alega que a Justiça Federal do Paraná, responsável pelas sentenças, não tem competência para deliberar sobre as investigações do sítio de Atibaia, do triplex do Guarujá, e das doações ao Instituto Lula. A decisão foi tomada monocraticamente.

Os processos de Lula seguem, agora, à Justiça Federal do Distrito Federal, que vai reanalisar os casos e avaliar se parte dos autos confeccionados pela vara de Curitiba poderá ser utilizada.

A defesa de Lula havia pedido habeas corpus sobre as sentenças da Lava-Jato em novembro do ano passado. A solicitação deu origem ao relatório de Edson Fachin.

No texto, o magistrado argumenta que não há como associar a Petrobras à Odebrecht, cuja relação com Lula está no cerne dos processos.

“Não há, contudo, o apontamento de qualquer ato praticado pelo paciente no contexto das específicas contratações realizadas pelo Grupo Odebrecht com a Petrobras S/A, o que afasta, por igual, a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba ao processo e julgamento das acusações”, lê-se em trecho do documento.

A decisão de segunda anula o pedido de suspeição do ex-juiz Sergio Moro, também solicitada por Lula em outro habeas corpus.

Histórico


Em 14 de setembro de 2016, o Ministério Público Federal denunciou Lula e mais sete pessoas pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Em 20 de setembro de 2016, Moro aceitou a denúncia e Lula tornou-se réu na Operação Lava-Jato.

Preso em 7 de abril de 2018 após se entregar à Polícia Federal, Lula permaneceu na cadeia por 580 dias. Ele foi condenado por Moro a nove anos e seis meses de prisão.

Na segunda instância, a pena foi aumentada para 12 anos e um mês. Em abril de 2019, numa decisão unânime, a 5ª Turma do STJ manteve a condenação de Lula e reduziu a pena para oito anos e 10 meses por corrupção passiva e a de lavagem de dinheiro de 12 anos e 1 mês para oito anos e 10 meses de prisão.

Lula está livre desde novembro de 2019, quando a prisão em 2ª instância foi derrubada. 


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