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Estado de Minas

Rodrigo Pacheco: 'Brasil podia ter sido mais ágil para vacinação'

Presidente do Senado admite que houve retardamento da solução da vacina do Brasil, mas elogia Ministério da Saúde pelas ações no país


01/03/2021 23:34 - atualizado 02/03/2021 00:13

Pacheco disse que tomaria medicamentos do tratamento precoce, que não tem recomendação da Organização Mundial de Saúde(foto: Reprodução/TV Cultura)
Pacheco disse que tomaria medicamentos do tratamento precoce, que não tem recomendação da Organização Mundial de Saúde (foto: Reprodução/TV Cultura)

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) admitiu que o Ministério da Saúde retardou o processo de imunização dos brasileiros contra o coronavírus. Em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, o parlamentar se negou a dizer que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ou mesmo o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, cometeram crimes de responsabilidade por causa do tom negacionista. 
 
“(O maior erro) Foi ter não sido ágil na questão da vacinação. Poderia ter sido mais ágil. Essa avaliação se é crime de responsabilidade está no âmbito de um processo. Crime depende de dolo, da intenção deliberada de fazer, nós não entendemos quais são obstáculos para que isso acontecesse. Mas houve um retardamento nessa política pública, mas ela acabou sendo efetivada. Em outros países, isso também ocorreu”, afirmou o parlamentar.

Ele teceu elogios ao governo de São Paulo, que se empenhou na aprovação da CoronaVac, e defende a fabricação própria da vacina em território nacional. 

“Pode ter havido, sim (atraso no processo). Acho que houve um retardamento da solução da vacina no Brasil, apesar de termos a compreensão do acerto que se tomou nessas decisões, que foi do governo de São Paulo e do Ministério da Saúde de se fazer a produção própria no Brasil. A Fiocruz e o Butantan salvarão os brasileiros através da imunização, seja com a produção própria ou com as importações”.

O senador também admitiu que aceitaria tomar cloroquina, ivermectina e azitromicina, medicamentos que não são recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o tratamento da COVID-19 e defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro e por Pazuello.

“Essas dificuldades são próprias de uma pandemia que pegou todo mundo de surpresa, que é grave e tem consequências que ninguém imaginava. Quando se fala de protocolo de tratamento com cloroquina, ivermectina, há médicos que receitam isso. Outro dia me perguntaram: 'Se você contrair COVID-19, você vai tomar isso?” Eu vou tomar só se o médico me receitar”.

VOTO EM 2018

Rodrigo Pacheco disse que não se arrependeu de ter votado em Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018. O parlamentar teve apoio do Palácio do Planalto para eleição da casa há um mês contra Simone Tebet (MDB-MS).
 
Mesmo que Bolsonaro seja criticado ao extremo pela atuação na pandemia e pela crise econômica que assola o país, Pacheco assegura ter feito a escolha certa. 
 
“Não me arrependo dos votos que fiz. Era um momento de confiança e de esperança. Tinha a opção de votar no Geraldo Alckmin no primeiro turno, mas ele não foi para o segundo turno. Nas opções que se apresentaram naquele instante, escolhi pelo presidente Jair Bolsonaro”, afirmou o senador.

Ele também fez elogios ao PT, que fez parte da base que o apoiou na eleição para o Senado, e citou Fernando Haddad, derrotado por Bolsonaro no pleito de 2018.

“Faço um registro do meu respeito à esquerda brasileira, ao Partido dos Trabalhadores, que me apoiou na eleição para o Senado. Tenho respeito pelo Fernando Haddad, que considero um quadro político muito bom no Brasil São opções que temos de fazer, Meu eleitor exigia ao voto ao presidente Jair Bolsonaro e eu dei. Não me arrependo”.

Questionado se eventualmente apoiaria Bolsonaro em 2022, Pacheco desconversou: “Em relação às opções de 2022, no momento vamos discutir. Agora, temos problemas graves de mortes de pessoas e não podemos discutir processo eleitoral em 2022”. 



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