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Estado de Minas POLÍTICA

Bia Kicis: conheça a deputada que vai presidir principal comissão da Câmara

Parlamentar bolsonarista está em seu primeiro mandato e já cometeu atos de racismo na Casa. Ela também é negacionista dos efeitos da COVID-19


02/02/2021 22:09 - atualizado 02/02/2021 22:30

Deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) tem trajetória marcada por atos que vão contra a democracia(foto: Vinicius Cardoso/Esp. CB/D.A Press.)
Deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) tem trajetória marcada por atos que vão contra a democracia (foto: Vinicius Cardoso/Esp. CB/D.A Press.)

 

O novo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), deu mais um aceno favorável a Jair Bolsonaro na noite desta terça-feira (02/02). Ele indicou a deputada Bia Kicis (PSL-DF) para presidir a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC), a principal da Casa.

 

Bolsonarista, Bia vai comandar a CCJC logo em seu primeiro mandato na Câmara. A comissão é vista como a joia do processo legislativo, já que todos os projetos precisam receber parecer favorável ou não dela.

 

Ao contrário das outras comissões, a CCJC tem poder de vetar a tramitação de um projeto em específico. O objetivo dela é averiguar se aquele texto está dentro das diretrizes da Constituição de 1988.

 

Por isso, Bia Kicis terá amplos poderes na Câmara. Ela chegou a ocupar a vice-presidência da comissão e já sonhava com o cargo desde que assumiu o mandato.

 

Ela vai substituir o deputado Felipe Francischini (PSL-PR). "É uma grande honra para mim e muita responsabilidade, para a qual meus 24 anos como procuradora, um ano como primeira vice-presidente da CCJ e meu amor pelo Brasil me habilitam", escreveu.

 

Trajetória 

 

A bolsonarista marcou seu mandato até aqui por atos de racismofalas negacionistas da gravidade da pandemia da COVID-19.

 

Na semana passada, a deputada publicou uma foto no Twitter ao lado do colega Hélio Negão (PSL-RJ). Na legenda, ela escreveu: “A vida é colorida, mas a foto é em preto e branco”.

 

 

 

Em dezembro, também pela mesma rede social, a deputada escreveu que as vacinas contra a COVID-19 "podem afetar o DNA". 

 

No entanto, ela não apresentou nenhuma pesquisa científica para embasar seu comentário.

 

 

 

Ainda em 2020, em setembro, a parlamentar ironizou a política de inclusão dos pretos da empresa Magazine Luiza. E aproveitou para atacar os ex-ministros Sergio Moro e Luiz Henrique Mandetta.

 

Nas fotos, os ex-governistas apareciam com rostos pretos e cabelo afro.

 

“Vem ser feliz, prezado! Desempregado, blogueiro Sergio Moro faz mudança no visual para tentar emprego no Magazine Luiza”, escreveu Bia Kicis na legenda na foto do ex-juiz.

 

 

 

Traída por Bolsonaro?

 

 

Em julho do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) articulou para retirar Bia Kicis da vice-liderança do governo na Câmara.

 

O objetivo do presidente era retirar a ala mais radical de sua base de postos importantes de articulação no Congresso.

 

Ela também figurou entre os sete deputados que votaram contra a prorrogação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Foram 499 votos a favor.

 

Quando assumiu como deputada, ela disse que tinha o objetivo de presidir a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) na Câmara.

 

Para solidificar seu desejo, ela recorreu ao toma lá dá cá, prática de troca de favores entre deputados extensivamente criticada por Bolsonaro em campanha.

 

O objetivo da deputada era ser indicada em troca do apoio do PSL à reeleição do então presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

 

"Tenho a pretensão de presidir, já conversei com ele (Bolsonaro) e ele já me apoia", disse.


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