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Estado de Minas

'Pandemia foi superdimensionada', diz Bolsonaro, após 150 mil mortes no país

Segundo o presidente, caso governo e empresários tivessem 'embarcado na onda do fique em casa', a situação estaria ainda pior


14/10/2020 13:35 - atualizado 14/10/2020 13:46

(foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
(foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta quarta-feira (14/10) que o "problema da pandemia foi superdimensionado". Apesar da fala, a última atualização do Ministério da Saúde aponta que o Brasil chegou a 150.998 mortes em razão da covid-19.

A declaração de Bolsonaro ocorreu por meio de videoconferência durante a  cerimônia de posse de Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira como presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) e do Centro Industrial do Rio de Janeiro (CIRJ). O chefe do Executivo parabenizou o novo presidente, agradeceu a empresários e disse contar com o setor para o Brasil retomar o crescimento econômico.

"Não é fácil a gente pegar um país numa situação bastante complicada como recebemos em janeiro do ano passado. Além de uma crise econômica, outra ética e outra moral, mas temos a obrigação de colaborar na busca de mudar o nosso país. O Brasil tem jeito, prezado Eduardo e como pessoas como vocês, nós atingiremos esse objetivo", apontou.

Bolsonaro disse que, se o governo e empresários tivessem "embarcado na onda do 'fique em casa'", a situação estaria ainda pior. "Entramos 2020 e tivemos o problema da pandemia que, no meu entendimento, foi superdimensionado. Desde o começo eu falei que tínhamos dois problemas pela frente, a questão do vírus e do desemprego, e que eles deveriam ser tratados com a mesma responsabilidade e simultaneamente. Se nós e parte do empresariado tivesse (sic) embarcado na onda do 'fique em casa que a economia a gente vê depois', com toda certeza estaríamos em uma situação bastante complicada no momento", justificou.

O presidente voltou a acenar ao empresariado, afirmando que o governo federal é "empregado" do setor. "O grande trabalho do governo federal, porque nós somos os empregados de vocês, é não atrapalhar quem queira empreender e quem queira produzir. Em especial, quem queira empregar mais gente em nosso Brasil".

O mandatário ressaltou também que a economia tem reagido. "A economia está se recuperando, no entendimento de muitos, de forma muito melhor do que poderíamos esperar. Mês passado foram 250 mil novos empregos pelo Caged e, obviamente, conversei com Guedes. Se esse número se aproximar do que aconteceu no mês passado, é um sinal mais do que claro de que a economia realmente pegou. Mas para isso acontecer, precisamos contar com pessoas arrojadas e patriotas como são vocês. Isso tenho muito o que agradecer e me orgulhar", reforçou o presidente.

Bolsonaro elogiou as ações econômicas e de saúde tomadas pelo governo. "Graças ao bom ministério que montamos, conseguimos em especial, junto com o ministério da Economia, implementar medidas que fizeram com que os efeitos colaterais da pandemia fossem bastante mitigados. Na questão da saúde, também tivemos algum sucesso em relação ao resto do mundo. Em especial quando colocamos um general no MS, não por ser general, mas por ser, em especial, um grande gestor que está fazendo um trabalho excepcional nessa área", destacou.

Por fim, Bolsonaro disse que a união com empresários trará mudanças ao país. "Juntos faremos um Brasil diferente. O Rio tem jeito e o Brasil tem jeito também", concluiu.

Pazuello

Após a participação no evento por videoconferência, Bolsonaro seguiu para o Ministério da Saúde para se reunir com o ministro da pasta, Eduardo Pazuello. No encontro, Pazuello deverá apresentar ao presidente atualizações sobre as ações de combate a covid-19, números, além de um detalhamento dos testes de vacinas aguardadas pelo país.


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