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Estado de Minas

Saiba por que o MPF quer acareação entre Flávio Bolsonaro e empresário Paulo Marinho

Após a divulgação de que não havia comparecido à acareação, Flávio passou a ser criticado na redes sociais por adversários


21/09/2020 21:57 - atualizado 21/09/2020 22:20

Marinho disse ao MPF que Flávio soube com antecedência de informações sigilosas(foto: Roque de Sá/Agencia Senado)
Marinho disse ao MPF que Flávio soube com antecedência de informações sigilosas (foto: Roque de Sá/Agencia Senado)
O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, não foi a uma acareação com o empresário Paulo Marinho, nesta segunda-feira (21/9). Na ocasião, o Ministério Público Federal (MPF) tentaria verificar qual das duas versões — a do parlamentar ou a do empresário — sobre suposto vazamento da Operação Furna da Onça, em 2018, é verdadeira.

Em maio deste ano, Marinho disse ao MPF que Flávio soube com antecedência de informações sigilosas sobre a operação e, por isso, marcou uma reunião, realizada em dezembro de 2018, para debater estratégias de defesa. Flávio, por sua vez, ao falar como testemunha no caso, admitiu ter pedido e realizado uma reunião com o empresário, mas negou o vazamento de informações sobre a Furna da Onça, realizada a partir de novembro daquele ano.

A acareação, na qual Flávio e Marinho ficariam frente a frente, ocorreria nesta segunda-feira na sede do MPF no Rio de Janeiro. O empresário compareceu, mas o senador, não. O advogado de Flávio disse que ele cumpria agenda oficial no Amazonas e pediu para que a acareação ocorra em 5 de outubro, no gabinete dele, em Brasília.

Após a divulgação de que não havia comparecido à acareação, Flávio passou a ser criticado na redes sociais por adversários. As críticas aumentaram depois que foi divulgado um vídeo em que o senador aparece em um programa de televisão amazonense cantando e dançando.

Operação chegou à Queiroz

Desdobramento da Lava-Jato no Rio de Janeiro, a Operação Furna da Onça apontava loteamento de cargos públicos e pagamento de propina a deputados na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Foi durante as investigações que se descobriu uma movimentação financeira atípica de Fabrício Queiroz, ex-funcionário do gabinete de Flávio Bolsonaro, quando este era deputado estadual.


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