Publicidade

Estado de Minas Conselho Nacional da Amazônia

Mourão afirma que meta é 'reduzir desmatamento ao mínimo aceitável'

Empresários e investidores alertaram governo a respeito do avanço do desmatamento na Amazônia; vice-presidente tenta reverter situação


postado em 10/07/2020 19:43 / atualizado em 10/07/2020 19:56

Vice-presidente da República, Mourão conversou com empresários por videoconferência(foto: AFP)
Vice-presidente da República, Mourão conversou com empresários por videoconferência (foto: AFP)
Após videoconferência com empresários, na tarde desta sexta-feira (10/7), o vice-presidente da República Hamilton Mourão, que preside o Conselho Nacional da Amazônia, disse que a meta é “reduzir o desmatamento ao mínimo aceitável”.

Mourão tem tentado acalmar investidores e empresários, que questionam o aumento constante de desmatamento e degradação na Amazônia. Nesta semana, uma carta já foi assinada por mais de 50 empresas no Brasil e fora, manifestando preocupação com o meio ambiente no país.

“Todos eles colocam a questão de que a gente tem que ter uma meta. Olha, nós temos que reduzir o desmatamento ao mínimo aceitável e obviamente as pessoas também entenderem que não pode mais desmatar. Você tem duas soluções: a difícil, que é manter a repressão, e a fácil, que é o comprometimento das pessoas”, disse Mourão.

O vice-presidente afirmou que seria leviano chegar e dizer que vai reduzir o desmatamento em 50% e não possuir meios para tal: “Eu prefiro que a gente consiga terminar o nosso planejamento e eu dizer que até 2022, a cada semestre, eu vou reunir em ‘x%' até chegarmos ao ponto aceitável. É algo factível, e não eu ficar fazendo promessa que não vou cumprir”.

Desmonte do efetivo


Mourão admitiu que existe uma defasagem grande na força de trabalho das agências ambientais, e que por isso ele não vislumbra, ao mesmo a curto prazo, operar no combate ao desmatamento na Amazônia sem o apoio das forças armadas.

O decreto, que autorizou a atuação das Forças Armadas, na Garantia da Lei e da Ordem (GLO), na região da Amazônia Legal terminaria nesta sexta-feira (10), mas foi estendido até novembro.

Conforme o vice-presidente, existe uma carência de 50% do efetivo, sendo que, do quantitativo existente, só um terço está no combate direto, enquanto o restante fica em trabalho administrativo. “E não é só a Amazônia que o Ibama e o ICMBio tem que fiscalizar”, disse.

Avanço na degradação


Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados nesta sexta-feira mostraram o contínuo avanço do desmatamento na Amazônia Legal. Observando a série histórica, foi o mês de junho com mais degradação desde 2007.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade