
Na segunda-feira (4), o procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitou ao ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), a oitiva dos três auxiliares do presidente.
O trio de ministros militares , conforme depoimento de Moro, presenciou o encontro realizado no dia 23 de abril. A conversa em que Bolsonaro teria pressionado o então ministro da Justiça para demitir o ex-diretor-geral da PF Maurício Valeixo foi gravada.
Em conversas reservadas, os auxiliares do presidente repetem a narrativa de que todos foram "enganados" pelo ex-ministro da Justiça e relatam estarem desapontados. Eles têm relatado que não esperavam que Moro saísse do governo atirando.
Como informou o jornal O Estado de S. Paulo, um dia antes da reunião com os três ministros militares, no dia 22 de abril o presidente já havia abordado Moro sobre a saída de Valeixo em reunião com o 1º escalão do governo. O ex-juiz da Lava Jato se demitiu dois dias depois, acusando o presidente de tentar interferir politicamente na PF. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
