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Estado de Minas ENTREVISTA/ DEPUTADO MARCELO ARO

"Precisamos dar dinheiro a essas pessoas", diz relator de proposta


postado em 27/03/2020 04:00 / atualizado em 27/03/2020 08:26

Deputado federal (PP-MG) E Relator da proposta de auxílio(foto: GLADYSTON RODRIGUES/EM/D.A. PRESS)
Deputado federal (PP-MG) E Relator da proposta de auxílio (foto: GLADYSTON RODRIGUES/EM/D.A. PRESS)

O deputado federal Marcelo Aro (PP-MG), relator da proposta que concede auxílio aos trabalhadores informais, defendia uma ajuda de, no mínimo, R$ 500. Na semana passada, o governo chegou a apresentar proposta nos moldes semelhantes, mas de R$ 200. Ontem, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro disse que a ajuda seria de R$ 600, que acabou aprovada ontem à noite pela Câmara.

Antes do aumento do valor, o deputado explicou ao Estado de Minas as bases do projeto. Para justificar a necessidade do auxílio, ele cita os pacotes anunciados por EUA e Inglaterra para auxiliar as famílias afetadas pela COVID-19. “Isso não é nada perto do que o mundo está fazendo”, diz. O impacto da proposta brasileira aos cofres públicos seria de, aproximadamente, R$ 37,5 bilhões.

Qual a importância de uma proposta do tipo em tempos de coronavírus?
Estamos falando da camada mais vulnerável da sociedade, que não tem carteira assinada ou reservas econômicas e precisou ir para a casa por conta do coronavírus. Precisamos dar dinheiro a essas pessoas. Se não, eles vão morrer de fome e viveremos um colapso social.

Em seu relatório, o senhor propôs um auxílio de R$ 500. Como foi o processo para chegar a tal valor?
É o mínimo. Em alguns estados, as cestas básicas custam, até mesmo, pouco mais de R$ 500. Se a gente der R$ 200, vai faltar comida na segunda metade do mês. Aí, haverá duas opções: morrer ou ir às ruas roubar. Não tem uma terceira alternativa. Qualquer pessoa, quando perguntada sobre o valor necessário para uma família sobreviver, não vai falar em menos de R$ 500. Não é possível que haja quem pense que uma pessoa possa viver com R$ 200. É hora do governo federal injetar dinheiro na economia.

Em linhas gerais, quem pode se beneficiar do projeto em caso de aprovação?
É preciso não ser titular de algum benefício previdenciário ou assistencial, cuja a renda mensal, por pessoa, não seja superior a meio salário mínimo ou, então, com renda total abaixo de três salários.


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