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Estado de Minas GOVERNO

Braga na Casa Civil; Onyx na Cidadania

Bolsonaro confirma general, que é de BH, no lugar de Lorenzoni (foto), que passa a ocupar a pasta de Osmar Terra


postado em 14/02/2020 04:00

Depois de longo desgaste no governo, Onyx Lorenzoni deixou a chefia da Casa Civil e ganhou nova Pasta. Deputado Osmar Terra foi descartado (foto: Fotos: ANTÔNIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL E JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL)
Depois de longo desgaste no governo, Onyx Lorenzoni deixou a chefia da Casa Civil e ganhou nova Pasta. Deputado Osmar Terra foi descartado (foto: Fotos: ANTÔNIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL E JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL)

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro confirmou duas mudanças em sua equipe ministerial. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, deixará o comando da pasta para assumir o lugar de Osmar Terra no Ministério da Cidadania. Com isso, Terra, que tem mandato de deputado federal, voltará para a Câmara. Para a Casa Civil, Bolsonaro convidou o general Walter Souza Braga Netto, que é natural de Belo Horizonte e ocupa a chefia do Estado-Maior do Exército, considerada a segunda posição na hierarquia da força militar. O anúncio foi feito por Bolsonaro em publicação no Twitter.

Bolsonaro convidou Braga Netto para a Casa Civil ainda em janeiro deste ano. Antes, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno também chegou a ser sondado para o cargo, mas não aceitou. Durante as negociações, também foi discutida a possibilidade de o governo unificar a Casa Civil e a Secretaria de Governo da Presidência, deixando o ministro Luiz Eduardo Ramos à frente da nova Pasta. Mas essa ideia não se concretizou.

Ainda de acordo com o presidente, a cerimônia de posse nos cargos será realizada na próxima terça-feira, no Palácio do Planalto. Ele não informou quando as trocas serão formalizadas no Diário Oficial da União. Desde que assumiu o cargo, há pouco mais de um ano, Jair Bolsonaro fez sete mudanças no primeiro escalão. Houve trocas no Ministério da Educação (Ricardo Velez por Abraham Weintraub), na Secretaria-Geral da Presidência (Gustavo Bebianno por Floriano Peixoto e, em seguida, por Jorge Oliveira), na Secretaria de Governo (Santos Cruz por Luiz Eduardo Ramos) e, na semana passada, no Ministério do Desenvolvimento Regional (Gustavo Canuto por Rogério Marinho).

Aos 66 anos de idade, Braga Netto, natural de Belo Horizonte, é general do Exército e ocupou importantes funções militares. Em julho de 2016, foi nomeado comandante militar do Leste, um dos oito comandos nacionais do Exército, com sede no Rio de Janeiro. Em 2018, ficou nacionalmente conhecido após ser nomeado, pelo então presidente Michel Temer, como interventor federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro, função que exerceu até o fim daquele ano.

No Ministério da Cidadania, Onyx deverá dar continuidade ao trabalho de Osmar Terra, a quem Bolsonaro agradeceu na mensagem em que comunicou as mudanças. "Agradeço ao ministro Osmar Terra pelo trabalho e dedicação ao Brasil e que terá continuidade na Câmara dos Deputados", postou.

A Pasta da Cidadania comanda as principais políticas sociais do governo federal, incluindo o programa Bolsa-Família, que está em processo de reformulação pela atual gestão. Em sua conta no Twitter, Onyx Lorenzoni disse que recebeu do presidente uma nova missão e que vai cumpri-la com o mesmo zelo, mesma dedicação e o mesmo empenho "para melhorar e transformar a vida dos brasileiros".

Terra


Após o anúncio de Bolsonaro, Terra divulgou nota: "Eu estarei onde for mais importante para o governo e para o presidente Jair Bolsonaro. Sou deputado no sexto mandato, com muito orgulho. Agradeço ter ajudado o Brasil e quero continuar ajudando onde estiver. Desejo sorte ao companheiro Onyx Lorenzoni".  Osmar Terra comandou de 2016 a 2018 o Ministério do Desenvolvimento Social, no governo Michel Temer. Por sugestão de Onyx, foi convidado por Bolsonaro a assumir o Ministério da Cidadania a partir de 2019. A Pasta, até então comandada por Osmar Terra, unificou os ministérios do Desenvolvimento Social, do Esporte e da Cultura. O desgaste de Terra na pasta teve início no ano passado, quando Bolsonaro decidiu transferir a Secretaria Especial da Cultura para o Ministério do Turismo em meio a uma crise na  Pasta.


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