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Estado de Minas

CNJ pede explicação à Justiça mineira sobre salários acima do teto constitucional

Levantamento do Estado de Minas revelou que mais de 60% dos magistrados receberam no ano passado mais de R$ 8 mil acima do teto, que é de R$ 39.293,32


postado em 05/02/2020 12:51 / atualizado em 05/02/2020 15:29

(foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A Press)
(foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A Press)

O corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Humberto Martins, determinou prazo de 15 dias para que a  presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) se manifeste a respeito de pagamento de salários acima do teto constitucional para juízes e desembargadores.

O pedido do corregedor foi feito com base em reportagem do Estado de Minas, nessa segunda-feira (3), revelando que mais de 60% dos contracheques pagos aos magistrados, entre janeiro e dezembro de 2019, extrapolaram o que determina a Constituição Federal.

De acordo com o texto constitucional, o teto salarial para servidores públicos – R$ 39.293,32, pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – foi ignorado pelo Tribunal de TJMG no ano passado.

O pagamento médio líquido (já descontados a contribuição previdenciária e o imposto de renda) para juízes e desembargadores mineiros,  em 2019,  foi de R$ 47,4 mil, mais de R$ 8 mil acima do teto.

Apenas com auxílio para moradia, saúde, alimentação, transporte e outros tipos de gratificações extras, os magistrados custaram R$ 76.117.777,27 aos cofres mineiros, uma média de R$ 3.825,59 por contracheque.

Resposta

O TJMG informou, por meio de sua assessoria, que "recebeu a notificação e enviará as respostas dentro do prazo fixado". 





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