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Estado de Minas

Ato em BH cobra resposta sobre mandante de assassinato de Marielle

No dia em que o assassinato da parlamentar completa um ano, manifestação no Centro de BH questiona quem mandou matar a vereadora


postado em 14/03/2019 18:55

Manifestantes se reúnem embaixo do Viaduto Santa Tereza, no Centro de BH(foto: Erwin Oliveira/Divulgação)
Manifestantes se reúnem embaixo do Viaduto Santa Tereza, no Centro de BH (foto: Erwin Oliveira/Divulgação)

Manifestação no Centro de Belo Horizonte, nesta quinta-feira, cobra resposta sobre quem mandou matar a vereadora Marielle Franco. A parlamentar foi assassinada há exato um ano e vários atos, homenagens e protestos ocorrem em todo o país.

Na terça-feira, a Polícia Civil prendeu dois suspeitos de executar Marielle e seu motorista, Anderson Gomes. O policial militar Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz são apontados como os responsáveis pelo crime. Não houve, entretanto, esclarecimento sobre as motivações para o assassinato.

O ato “Marielle Vive” ocorre debaixo do Viaduto de Santa Tereza, no Centro de BH. O evento conta com intervenções artísticas, falas políticas, além de momento religioso em memória da vereadora. Os participantes vão avaliar se seguem em cortejo até a Praça Sete.

A vereadora negra e bissexual do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), originária da comunidade da Maré, trabalhava em defesa das minorias e pelas denúncias contra a violência policial em regiões pobres, onde vive um quarto da população da cidade.

#Marielle Franco


Nascida no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, em 27 de julho de 1979, Marielle Franco era referência na luta pelos direitos humanos. A mais recente conquista na área foi o mandato de vereadora na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, eleita pelo PSOL. Com bolsa integral, após ser aluna do Pré-Vestibular Comunitário da Maré, Marielle se graduou em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Durante os estudos na PUC, ela não se envolveu com movimentos estudantis, por conta da pouca disponibilidade de tempo, dividido entre estudos e trabalhos para sustentar a filha Luyara, nascida quando Marielle tinha 19 anos. Hoje, a jovem tem 18 anos. Com o diploma de socióloga, ela, que já tinha trabalhado como educadora infantil na Creche Albano Rosa, na Maré, se tornou professora e pesquisadora respeitada.

Depois virou mestre em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF). a vida da política foi dedicada à militância na defesa dos direitos humanos e contra ações violentas nas favelas. A luta foi impulsionada após a morte de uma amiga, vítima de bala perdida, durante um tiroteio envolvendo policiais e traficantes de drogas na favela onde nasceu e viveu.

Marielle Franco integrou, em 2006, a equipe de campanha que elegeu Marcelo Freixo à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Após a posse dele como deputado, foi nomeada assessora parlamentar dele. Depois assumiu a coordenação da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da assembleia. Há dois anos, na primeira disputa eleitoral, foi eleita com 46.502 votos para o cargo de vereadora na capital carioca, a quinta mais votada na cidade. (Com agências)


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