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Estado de Minas POLÍTICA

Santos Cruz participa no Quênia de reunião da ONU sobre missões de paz

Afastamento ocorre enquanto o governo tenta se articular para aprovar a reforma da Previdência e superar uma crise política provocada pela demissão do ex-ministro da Secretaria-Geral Gustavo Bebianno.


postado em 22/02/2019 16:38 / atualizado em 22/02/2019 18:17

Ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, o general de Exército da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, viaja nesta sexta-feira, 22, ao Quênia, na África, onde participará de uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre missões de paz.

Um dos principais conselheiros do presidente Jair Bolsonaro, ele retorna ao Brasil na quinta-feira que vem. O afastamento ocorre enquanto o governo tenta se articular para aprovar a reforma da Previdência e superar uma crise política provocada pela demissão do ex-ministro da Secretaria-Geral Gustavo Bebianno.

No plano internacional, coincide com a tensão na fronteira com a Venezuela, por causa do bloqueio unilateral por militares fiéis ao regime bolivariano do presidente Nicolás Maduro, não reconhecido pelo Brasil. Santos Cruz vai a uma conferência sobre treinamento de comandantes para missões de paz das Nações Unidas, entidade que já foi alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro e da qual o governo brasileiro se afastou - o País deixou o Pacto de Migração da ONU.

O ministro é considerado um dos maiores especialistas no mundo sobre o assunto. O general Santos Cruz foi comandante das missões militares Minustah, no Haiti, e Monusco, na República Democrática do Congo. É de autoria de Santos Cruz o relatório padrão da ONU sobre as missões de paz, elaborado em dezembro de 2017 para orientar e avaliar as ações militares. O documento foi encomendado por causa de mortes dos "capacetes-azuis", militares que atuam em nome das Nações Unidas em países em conflito.

O chamado "Cruz report" surge a partir de entrevistas com militares sobre aumento das mortes - foram 195 óbitos de capacetes-azuis entre 2013 e 2017, a ampla maioria na África. Santos Cruz propõe mudanças nas missões e alerta que as mortes, acima do aceitável, tendem a se elevar nos próximos anos.


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