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Estado de Minas

Saiba quem é Davi Alcolumbre, novo presidente do Senado

Parlamentar já foi vereador por Macapá e deputado federal pelo Amapá. Em 2013 ele chegou a ser investigado em uma operação da Polícia Federal


postado em 02/02/2019 22:07

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP)(foto: Agência Senado/Geraldo Magela)
O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) (foto: Agência Senado/Geraldo Magela)
Representante do baixo clero, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), eleito neste sábado (02/02), como presidente do Senado, ele reuniu apoio à candidatura ao comando da Casa oferecendo acesso ao Planalto e se colocando como alternativa à "velha política", representada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), quatro vezes presidente da Casa. O aval do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ao seu nome deu credibilidade à sua promessa de portas abertas no governo e lhe garantiu apoio.

Mas o próprio Alcolumbre, dizem adversários, é adepto de práticas consideradas da "velha política". Como deputado, conseguiu aprovar em 2009 um projeto de lei para homenagear um tio - Alberto Alcolumbre - acrescentando o nome dele ao título do Aeroporto de Macapá.
Em 2013, ainda deputado, usou verba de gabinete para abastecer seus carros no posto de gasolina Salomão Alcolumbre e cia LTDA, de um tio. No mesmo ano, ele foi investigado pela PF por supostas ligações com o doleiro Fayed Trabouli, durante diligências relacionadas a um escândalo sobre desvios de dinheiro de fundos de pensão. 

Na época, ele admitiu ter mantido conversas com Fayed. Mas disse que não tratou de assuntos financeiros. A continuidade das investigações foi barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano seguinte. A Corte anulou interceptações telefônicas feitas pela polícia.   

Alcolumbre ainda colocou como suplente no Senado um irmão. Josiel Alcolumbre fez campanha, nesta sexta-feira, 1.º, nas redes sociais contra Renan Calheiros e publicou fotos e textos como se seu irmão já tivesse vencido a disputa contra o alagoano

Aos 41 anos, o novo presidente do Senado é comerciário com formação incompleta em Ciências Econômicas. Na eleição de 2018, disputou o governo do Amapá. Ele perdeu a eleição para Waldez Góes (PDT). Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), declarou patrimônio de R$ 770 mil. 

A eleição lhe rendeu uma acusação do Ministério Público Eleitoral por suspeita de pressionar servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Macapá, em horário de expediente, a participarem dos atos de campanha de Alcolumbre e de sua vice, Silvana Vedovelli. Procurado pela reportagem, o senador não comentou.


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