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Estado de Minas

Pimentel e Dilma vão fazer campanha para Haddad em Minas

PT vai criar uma frente suprapartidária nacional para "combater o fascismo"


postado em 10/10/2018 18:37

O coordenador de campanha de Haddad em Minas, Reginaldo Lopes (C), explica estratégias de campanha em Minas(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)
O coordenador de campanha de Haddad em Minas, Reginaldo Lopes (C), explica estratégias de campanha em Minas (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)

Derrotados no primeiro turno das eleições em Minas, o governador Fernando Pimentel (PT), que tentava a reeleição, e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que disputava o Senado, vão estar junto com o candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) na campanha do segundo turno. O partido avalia que os dois são lideranças capazes de atrair votos, apesar do mau resultado de ambos nas urnas.

“Fernando Pimentel e Dilma continuarão a ter uma participação importante. O resultado eleitoral é consequência de uma onda conservadora, uma bolha, uma onda que ocorrer a partir de quarta-feira, que não conseguimos dar as informações necessárias para o eleitor. Foi uma chuva de milhares de fake news que levou ao resultado”, afirma o coordenador de campanha de Haddad em Minas, o deputado federal Reginaldo Lopes.

O partido deve manter a neutralidade no segundo turno das eleições ao governo de Minas. O candidato Romeu Zema (Novo) chegou a dizer que aceitaria e até pediria o apoio do PT, mas acabou voltando atrás depois de posicionamento contrário do partido. Para conquistar o voto do eleitor mineiro, sem palanque de candidato ao governo do estado, o PT pretende centrar atenções no corpo a corpo com eleitores, sobretudo na região metropolitana de BH, Triângulo Mineiro e Sul de Minas, regiões em que Haddad teve pior desempenho.

Também faz parte da estratégia petista focar na população com renda de 1 a 5 salários mínimos, eleitorado clássico do PT. O presidenciável deve vir a BH no dia 19, participar de caminhada nas periferias. Nacionalmente, será criada uma frente nacional suprapartidária pela democracia.

“Precisamos enfrentar esse momento conservador que a partir governo Temer retirou vários direitos sociais e trabalhistas e teve o apoio do Jair Bolsonaro, a partir de um movimento suprapartidário que tem a democracia como valor e vai retirar o brasil da crise, resolvendo problemas do desemprego”, afirma Lopes, que aposta numa adesão de artistas, intelectuais, movimentos sociais, representantes de partidos para enfrentar o fascismo.

A partir de uma agenda propositiva, focada na criação de empregos e cerscimento da economia à luz dos tempos áureos do governo Lula, o partido não pretende tratar mais a fundo sobre a questão da corrupção, alvo de críticas de antipetistas. “O PT foi o partido que mais combateu a corrupção”, diz Lopes. “Hj temos tempo para explicar o eleitor e reforçar a imagem e a personalidade do nosso candidato, que se tornou candidato a menos de 20 dias, enquanto Bolsonaro é candidato há 28 anos”, diz.

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