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Estado de Minas

Pimentel sanciona LDO com rombo de R$ 5,6 bilhões para MG em 2019

Segundo a legislação, o governador de Minas terá um orçamento com R$ 98,8 bilhões de arrecadação e despesas de R$ 104,4 bilhões no ano que vem


postado em 20/08/2018 08:43 / atualizado em 20/08/2018 09:19

Pimentel registrou na lei o esforço para tirar Minas do estado de calamidade financeira(foto: Alexandre Guzanshe / EM / D.A. Press)
Pimentel registrou na lei o esforço para tirar Minas do estado de calamidade financeira (foto: Alexandre Guzanshe / EM / D.A. Press)

A lei de diretrizes orçamentárias (LDO) prevendo um rombo de R$ 5,6 bilhões no caixa de Minas Gerais no ano que vem foi sancionada pelo governador Fernando Pimentel (PT) e publicada no Diário Oficial de sábado. A legislação prevê a continuidade da crise econômica no estado e não indica um fim para o estado de calamidade financeira decretado em 2016.

Segundo a LDO, a previsão de receita para Minas Gerais no ano que vem, em que o próximo governador que for eleito em outubro vai assumir a gestão, é de R$ 98,8 bilhões.

Já as despesas foram estimadas em R$ 104,4 bilhões. O crescimento da arrecadação, que este ano foi estimada em R$ 93 bilhões, é de 6,25% para 2019.

Veja a evolução dos gastos até 2021
Segundo a LDO, as despesas chegarão a R$ 113 bilhões em 2021(foto: Reprodução)
Segundo a LDO, as despesas chegarão a R$ 113 bilhões em 2021 (foto: Reprodução)


Quando enviou o projeto à Assembleia, o governador Fernando Pimentel repetiu o que havia dito na LDO anterior. Segundo ele, haverá esforços para melhorar as condições de vida e trabalho em Minas e o “compromisso permanente  com o reequilíbrio das contas públicas e a reversão do quadro de calamidade financeira decretado no exercício de 2016”.

A maior despesa, segundo o projeto, é a de folha de pagamento, que consumirá em 2019 R$ 49,3 bilhões, somados os gastos com pessoal e encargos. Não há previsão de crescimento, com possíveis reajustes.

Já os juros e encargos da dívida tirarão R$ 4,6 bilhões do orçamento mineiro no ano que vem. Outros R$ 3,3 bilhões serão de amortização.

A proposta de LDO prevê uma redução anual do déficit primário (diferença entre receitas e despesas, descontadas as operações financeiras), chegando a um resultado positivo em 2020.


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