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Estado de Minas

Coluna Baptista Chagas de Almeida


postado em 13/05/2018 12:00 / atualizado em 13/05/2018 11:39

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

As delações e a CIA in secret operations

We honor a diverse group of people in our World War II Hall of Fame, from the “Father of Modern American Intelligence” to an ingenious baseball catcher who was secretly an international spy. Read about these World War II heroes here. Ou seja: honramos um grupo diversificado de pessoas no Hall da Fama da Segunda Guerra Mundial, desde o “Pai da Inteligência Moderna Americana” até um engenhoso apanhador de beisebol que era secretamente um espião internacional. Leia sobre esses heróis da Segunda Guerra Mundial aqui.

CIA has many clandestine, or secret, operations. Some CIA employees have been killed while working. Their names are on a CIA memorial but some of the names are still secret. Se os nomes ainda são secretos, boa coisa não fizeram. Se tucanaram o clandestino das operações secretas, melhor nem cutucar mais a Central de Inteligência Americana. Afinal, Donald Trump, com sua “imensa inteligência” já é suficiente.

Só mais um registro: “você teve que chegar a matar alguma pessoa”? A resposta: “Bem, eu provavelmente nunca iria admitir isso em uma entrevista! Mas, não. Ou pelo menos não que eu saiba”. Tucanou também a espiã americana da CIA Lindsay Moran.

Chega de inglês e melhor deixar o presidente Michel Temer (MDB), em bom português, entrar na conversa. “Nem tudo o que a CIA diz é necessariamente verdade, é uma verdade absoluta.” Tudo isso por causa das revelações da matança de “inimigos do regime” na época do general Ernesto Geisel, com a devida ajuda de João Batista Figueiredo, que, como prêmio, o sucedeu.

Deixando o passado pra lá, o presidente Temer não perdeu a oportunidade: “Nesses tempos de delações, de disse que disse, aprendi que é preciso ter muito cuidado com informações dessa natureza”. Aí é necessária mais uma tradução. A frase presidencial vem das delações premiadas da Odebrecht e da OAS.

“E a gente sabe como é... Essas coisas sempre acabam sendo faladas.” Para ser justo, nesse caso é mesmo referência à CIA, mas cabe como luva na situação de Temer atualmente.

E se tudo tem que passar necessariamente por Minas Gerais em questões políticas, o paulista Michel Temer citou Pedro Aleixo, vice-presidente de Costa e Silva, que morreu e o mineiro deveria assumir, mas os militares impediram: “Não tenho medo do AI-5, tenho medo é do guarda da esquina”.


2ª chance
Um registro necessário, já que se trata de grande exemplo de superação. Assim pode ser definida a história do ex-goleiro Jakson Follmann, um dos seis sobreviventes do voo que levava a delegação do Chapecoense, acidente que dispensa apresentação. Ao perceber que havia perdido uma perna, no lugar de se lastimar, o ex-goleiro agradeceu a Deus pelo milagre que recebera. Uma segunda chance.

Bate-bola

Dirigente esportivo, o deputado estadual Alencar da Silveira Jr. (PDT) entregou uma camisa do América para o ex-goleiro Jakson Folmann, durante um bate-papo promovido dentro da programação da 22ª Conferência da Unale. O evento contou também com um debate entre os presidenciáveis Manuela Davila`, Ciro Gomes, Guilherme Boulos, Álvaro Dias e Henrique Meirelles. Ao final do evento, Alencarzinho foi eleito mais uma vez como presidente do Conselho Fiscal da entidade que reúne legisladores e legislativos estaduais.

Pente-fino
Siga o caminho do dinheiro. É esse o lema para identificar ilícitos, conseguir encontrar os corruptos. E é isso que a Receita Federal vai propiciar, depois que identificou nada menos que 800 juízes, promotores, funcionários públicos e, como não poderia deixar de ser, os nossos nobres parlamentares. E olha que, para chegar a esse ponto, foi feito um verdadeiro pente-fino. Para deixar mais claro, são os casos mais escabrosos que os fiscais encontraram.

O mundo...
...do faz de conta subiu no palanque, mas não me engana que não gosto. “Ele não controla o nome do novo presidente, não controla a agenda de campanha nem a da Câmara e do Senado.” A frase é do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), descartando a ideia de suspender a intervenção no Rio de Janeiro para que seja votada, depois das eleições, a reforma da Previdência. Uai, se Maia quer subir a rampa do Planalto, é óbvio que ele vai querer tirar esse imenso abacaxi do caminho antes de assumir, não é mesmo?

Fora, FMI!
Ô coisa antiga. “No entanto, um risco fundamental (no Brasil) é que a agenda política pode mudar após as eleições presidenciais de outubro, dando lugar a uma volatilidade no mercado e maior incerteza sobre as perspectivas de médio prazo.” Relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a América Latina. Então, melhor voltar ao passado: “Fora, FMI1”. Se o comunicado informa “eleições presidenciais”, no plural, vai ter mais de uma em outubro? Será por causa de eventual segundo turno? Me poupe!

PINGAFOGO

O ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, presidente da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, pretende reabrir a Comissão de Verdade diante das informações agora divulgadas pela CIA.

José Carlos Dias foi ministro da Justiça do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), por pouco tempo, de julho de 1999 a abril de 2000, mas não tucanou diante das novas relações sobre as mortes na época da ditadura.

Tem site que perdeu tempo e “analisou mais de 3.500 registros na agenda da Presidência da República para montar a ‘rede’ do presidente; saiba quem mais esteve no Planalto nos últimos dois anos”.

Quanto é importante esta informação, não é? A coluna preferia saber é quem esteve com o presidente da República fora da agenda oficial. Essa sim, seria a informação muito mais interessante.

Por fim, se o presidente Michel Temer diz que os defensores da crise perderam ao comemorar os dois anos de governo, o jeito é ficar por aqui e deixar as delações premiadas pra lá.

 

 

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