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Estado de Minas

Acusação contra 'quadrilhão' deixa Planalto em alerta

Auxiliares do presidente Michel Temer avaliam que o relatório final da PF pode turbinar uma segunda denúncia do Ministério Público Federal contra o peemedebista


postado em 12/09/2017 07:55 / atualizado em 12/09/2017 10:35

O Planalto teme que Geddel acabe fazendo uma delação premiada e envolva Temer na prática de crimes(foto: Beto Barata/PR )
O Planalto teme que Geddel acabe fazendo uma delação premiada e envolva Temer na prática de crimes (foto: Beto Barata/PR )

Brasília – As conclusões do inquérito da Polícia Federal que investigou o chamado "quadrilhão" do PMDB na Câmara acenderam o sinal amarelo no Palácio do Planalto.

Para auxiliares de Michel Temer, o relatório final da PF, apontando que integrantes do PMDB participavam de uma organização criminosa, tem tudo para turbinar uma segunda denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente.

No momento em que o Planalto avaliava que as prisões do empresário Joesley Batista, do grupo J&F, e do executivo Ricardo Saud poderiam enfraquecer uma nova acusação contra Temer, o relatório da PF causou preocupação.

Além disso, o documento cita o ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso após uma operação da PF que encontrou R$ 51 milhões em apartamento usado por ele em Salvador.

O Planalto teme que Geddel acabe fazendo uma delação premiada e envolva Temer na prática de crimes. Em conversas reservadas, aliados do presidente têm receio de que Geddel se transforme em um "novo Antonio Palocci".

Ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil nos governos do PT, Palocci acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada, de fazer um "pacto de sangue" com a Odebrecht para receber R$ 300 milhões em propinas.

Desde que a PF descobriu malas de dinheiro atribuídas a Geddel, o governo e a cúpula do PMDB tentam se descolar do ex-ministro.

"Acho que quem tem que explicar é a Polícia Federal e, eventualmente, se (Geddel) tiver algum tipo de relação, ele também deve explicar", afirmou o senador Romero Jucá (RR), presidente do PMDB. "Cada um responde pelos seus atos", emendou o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Na avaliação do núcleo político do governo, Janot não deixará o cargo, no fim desta semana, sem apresentar nova denúncia contra Temer. Com esse diagnóstico, ministros já retomaram as conversas para pedir a deputados de seus partidos que não abandonem o presidente se outra acusação contra ele chegar ao plenário da Câmara. As informações são do jornal

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