
Entre os nomes mais cotados está o do líder do PSD, deputado Rogério Rosso, que ganhou destaque no parlamento ao presidir a comissão de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O parlamentar, no entanto, negou a candidatura nas últimas semanas e afirmou que só discutiria o tema quando fosse concretizada a vacância do cargo.
O deputado que assumir agora terá um mandato tampão, uma vez que nova eleição para a presidência da Câmara vai acontecer em fevereiro de 2017. Ficar apenas seis meses à frente da Casa é um dos aspectos negativos considerados pelos candidatos.
Outro deputado que se movimentou intensamente nos últimos dias nas discussões pela substituição de Cunha é o primeiro secretário da Casa, deputado Beto Mansur (PRB). Na semana passada ele defendeu que o peemedebista renunciasse ao cargo e afirmou que a renúncia de Cunha o ajudaria a “estancar o sangramento” pelo qual passa o parlamento.
O segundo vice-presidente da Mesa Diretora, deputado Fernando Giacobo (PR) também está em franca campanha pela cadeira. Com a vantagem de negociar sua vaga na Mesa, o parlamentar tem conversado com os colegas em busca de apoio.
O relator do processo de impeachment da presidente Dilma na comissão especial, deputado Jovair Arantes (PTB), é outro citado nas listas dos pretendentes ao cargo de chefe da Mesa Diretora. Ele negou de forma sutil o interesse em participar, mas deixou em aberto como será o processo de sucessão. “O certo é ter o menor ruído possível. Mas é uma casa política, onde tem disputa até para 3º vice-presidente”, disse Jovair.
No Palácio do Planalto, a avaliação é que o PMDB deve se unir para ter mais força na negociação pós-Cunha. O nome mais cotado na bancada é do deputado Osmar Serraglio (PMDB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Apesar da cautela nas articulações, grande parte do partido defende que o mandato continue nas mãos da legenda.
