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Estado de Minas

Marina Silva vem a BH pressionar por candidato próprio do PSB ao governo de Minas

No estado, o pré-candidato defendido por Marina para a disputa eleitoral é o médico e ambientalista Apolo Heringer


postado em 06/06/2014 06:00 / atualizado em 06/06/2014 07:21

Marina Silva que é candidata a vice na chapa de Eduardo Campos desembarca em BH na próxima segunda-feira(foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo)
Marina Silva que é candidata a vice na chapa de Eduardo Campos desembarca em BH na próxima segunda-feira (foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo)

A ex-senadora Marina Silva, indicada a vice na chapa de Eduardo Campos (PSB) para disputa pela Presidência da República, desembarca em Belo Horizonte na próxima segunda-feira (9) para tentar pressionar a legenda a ter candidatura própria ao governo de Minas nas eleições de outubro. Fundadora da Rede Sustentabilidade, a ex-parlamentar e correligionários estão abrigados no PSB por não terem conseguido, a tempo, assinaturas para a criação do partido. A ex-senadora ficou em primeiro lugar em Belo Horizonte nas eleições presidenciais de 2010, batendo Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), que ficaram, respectivamente, em segundo e terceiro lugares na cidade.

No estado, o pré-candidato defendido por Marina para a corrida pelo Palácio da Liberdade é o médico e ambientalista Apolo Heringer. O presidente estadual do PSB, deputado federal Júlio Delgado, no entanto, também já demonstrou interesse em se lançar na disputa. A convenção da legenda está marcada para o dia 21. A presença de Marina em Minas é avaliada por integrantes da Rede como momento para reafirmação da pré-candidatura de Heringer. “Existe um grupo hoje no PSB que apenas finge querer a candidatura própria. Na verdade, por fora, trabalha para que, na convenção, a vitória seja dos que refutam que o partido lance nome na disputa”, afirma um integrante da legenda.

Apolo deu entrada com sua pré-candidatura ao Palácio da Liberdade no diretório estadual do PSB em 8 de abril, com o apoio de apenas parte do comando da legenda no estado. À época, Delgado relutava em colocar o partido na disputa direta pelo governo do estado, e defendia apoio ao candidato do PSDB, Pimenta da Veiga. A justificativa é que existiria um acordo de não agressão entre Eduardo Campos e o candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves. Pelo acerto, ambos teriam se comprometido a não lançar candidatos no principal reduto eleitoral do adversário. O suposto acordo, no entanto, foi desmentido por Eduardo Campos em visita a Contagem, há cerca de um mês.

Soldado verde

Em carta enviada ao vice-presidente Mario Assad, lida no dia da entrada do registro de pré-candidatura de Apolo, Marina Silva pede ao PSB que debata a possibilidade de lançar o ambientalista na disputa “por se tratar de personalidade política que goza do respeito da sociedade mineira e cuja candidatura teria potencial de atender aos anseios de mudança do eleitor do Estado”. Em seguida, diz que “desde o surgimento da aliança com o PSB, nós da Rede defendemos candidaturas próprias no maior número possível de unidades da Federação. Já fizemos sugestões de nomes em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Distrito Federal. Entendemos ser fundamental que tenhamos candidatura própria também em Minas, por sua importância política, econômica, social e cultural.” Marina termina a carta pregando o consenso para fortalecer a candidatura de Eduardo Campos. Hoje, Apolo Heringer vai a Juiz de Fora, na Zona da Mata, principal reduto eleitoral de Júlio Delgado, para debate com integrantes da Rede e do PSB.

 


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