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Estado de Minas

Lançamento da candidatura de Pimenta da Veiga confirma mais uma eleição polarizada em Minas

Cenário polarizado entre PSDB e PT ganha contornos finais a partir dessa quinta-feira


postado em 18/02/2014 06:00 / atualizado em 18/02/2014 07:31

O tucano Pimenta da Veiga entra oficialmente na corrida eleitoral do estado(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
O tucano Pimenta da Veiga entra oficialmente na corrida eleitoral do estado (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)

O lançamento do ex-ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, como candidato do PSDB ao governo de Minas Gerais, nesta quinta-feira, fecha o contorno de mais uma eleição polarizada no estado. Do outro lado, concorrerá pelo PT o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, cujo nome foi lançado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira. Pelo que indicam as articulações, os outros dois maiores partidos, PMDB e PSB, não devem apresentar nomes para viabilizar uma terceira via forte que possa embolar a disputa.

A briga no cenário nacional entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) pela Presidência da República se repetirá em Minas entre Pimentel e Pimenta. A diferença é que, no estado, tudo indica que não haverá o PSB no meio. Embora ainda não haja previsão para fechar oficialmente a questão, articuladores do partido dizem já estar definido que o PSB não terá candidato ao governo do estado. Isso ocorrerá em reciprocidade ao que os tucanos estão fazendo em Pernambuco, terra do governador Eduardo Campos (PSB). Aécio e Campos, que planejam se juntar em um eventual segundo turno, fecharam um pacto de não agressão em seus estados.

A candidatura do petista Fernando Pimentel já foi lançada na sexta-feira(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
A candidatura do petista Fernando Pimentel já foi lançada na sexta-feira (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Sem candidato e ciente de que um palanque duplo poderia gerar confusão no eleitor, o PSB aposta nos eventos partidários e em atos dos candidatos a deputado para dar palanque a Eduardo Campos em Minas. O mesmo seria feito pelos parlamentares pernambucanos para dar lugar a Aécio. A conversa em Minas ainda passa por uma coligação na chapa proporcional. O PSB, que na última eleição se coligou com o PTB, agora procura outro partido da base tucana para se juntar, já que os petebistas estariam dificultando a repetição da dobradinha. Eles precisam da aliança para fazer um bom número de cadeiras na Câmara e Assembleia.

O presidente do PSB mineiro, deputado federal Júlio Delgado, diz que o partido não terá nenhuma definição antes do carnaval. Ele lembra que o prefeito Marcio Lacerda, nome que tem a primazia da legenda para concorrer, tem até 4 de abril para se decidir. Questionado se o partido estaria no ato de lançamento de Pimenta da Veiga, que terá o senador Aécio Neves como cabo eleitoral, Delgado afirmou que o partido não foi convidado “ainda” de forma oficial.

No PMDB, apesar de parte do partido ainda falar em candidatura própria, o presidente Antônio Andrade, ministro da Agricultura, que deixará o cargo até o início de abril, confirmou na sexta-feira, durante encontro com Lula, querer repetir a aliança com os petistas, desta vez ficando com as vagas de vice-governador e senador na chapa de Pimentel. Nas últimas eleições, o ex-senador Hélio Costa (PMDB) foi o candidato, levando o PT nas outras duas vagas da chapa majoritária, que agora devem ficar com os peemedebistas.

Corre por fora a deputada federal Jô Moraes (PCdoB), que começou no sábado, em Contagem, a participar de atos do partido para divulgar sua pré-candidatura ao governo. Ela, porém, esteve no encontro com o ex-presidente Lula que lançou Pimentel ao governo, o que pode indicar uma futura adesão ao lado petista.

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