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Estado de Minas

Condenado no mensalão, Rogério Tolentino se entrega à Polícia Federal de Belo Horizonte

Ex-advogado de Marcos Valério teve a prisão decretada pelo STF nesta tarde; pena foi de seis anos e dois meses.


postado em 12/12/2013 22:23 / atualizado em 13/12/2013 00:57

O ex-advogado de Marcos Valério, Rogério Lanza Tolentino, se entregou por volta das 21h20 desta quinta-feira na sede da Superintendência da Polícia Federal de Belo Horizonte, no Bairro Gutierrez, Região Oeste da capital. Tolentino, que teve a prisão decretada nesta tarde pelo Supremo Tribunal Federal, chegou acompanhado de seu advogado, Paulo Sérgio Abreu e Silva. Mais cedo, o defensor do réu havia dito que o cliente dele só se apresentaria à polícia na sexta-feira.

Condenado a seis anos e dois meses de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro, Tolentino, aparentando tranquilidade, falou com a imprensa. Ele disse que antes mesmo de sair a sentença já havia pedido para que a pena, em regime semiaberto, fosse cumprida em Minas Gerais, sem a necessidade de ele ser levado para Brasília, como os demais réus do mensalão.

De dentro do carro que o levou à sede da PF, o ex-defensor de Valério mostrou aos repórteres documento que teria sido expedido pelo STF o autorizando a ficar no Estado. A reclusão será na Penitenciária José Maria Alkimin, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Nesta tarde, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, determinou a prisão imediata de Tolentino após finalizar a Ação Penal 470, o processo do mensalão, para o réu. O ministro justificou o cumprimento instantâneo da prisão porque, segundo ele, não cabem mais recursos contra a condenação.

Sobre os recursos, Tolentino discorda de Barbosa e afirma que a defesa dele discute a mudança para o regime aberto. “Está no semiaberto momentaneamente, mas discutindo a possibilidade do aberto porque tenho embargos infringentes ainda”.

Questionado sobre a legitimidade de sua prisão, o condenado do mensalão disse: “Roma locuta, causa finita. Em português barato, Roma falou, tá falado”, declarou Tolentino, antes de passar o portão da Polícia Federal.

Duas condenadas no mensalão já estão em Minas Gerais, a ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello e Simone Vasconcelos, ex diretora financeira da SMP&B, empresa de Marcos Valério.

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