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Estado de Minas

Depoimento de ex-mulher de Cachoeira é transformado em sessão secreta


postado em 08/08/2012 11:41 / atualizado em 08/08/2012 12:38

Após um breve relato, por cerca de 15 minutos, o depoimento da ex-mulher do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, à  Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) , nesta quarta-feira,  passou a fazer parte de uma sessão secreta por sugestão do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ). Antes, no relato aos senadores,  a empresária Andrea Aprígio negou que suas empresas foram usadas pela organização criminosa supostamente comandada por seu ex-marido, Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro em Brasília.

Andrea, porém, não foi liberada pela Mesa da CPMI. O presidente da Comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), não dispensou a depoente da comissão, apesar do habeas-corpus que lhe dá o direito de permanecer calada. Segundo o Senador, ao fazer a declaração inicial, Andrea deveria permanecer para ouvir as perguntas, mesmo que não fosse para respondê-las. Ela acabou aceitando a sugestão do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ)  de tonar a sessão secreta.

Antes da sessão secreta

Nos minutos iniciais da sessão aberta da CPI, que começou por volta das 10h30, Andrea se declarou engenheira civil, advogada e dona do laboratório Vitapan, de uma empresa de engenharia e de manter uma instituição filantrópica em Anápolis. "Minhas empresas estão sendo acusadas injustamente de ser canais de atividades ilícitas", defendeu-se.

De acordo com Andrea, o laboratório passou a ser administrado por ela após o divórcio com Cachoeira, com quem foi casada por quase 20 anos. Ela disse ainda que a empresa foi adquirida com recursos legais na época em que Cachoeira operava com concessões lotéricas.

Ela se defendeu das suspeitas de ser "laranja" de Cachoeira. Ela negou ter qualquer tipo de relação profissional com Cachoeira e disse que, até quando era casada com ele, os dois mantinham carreiras profissionais distintas. "A única relação que existe entre mim e Cachoeira é a de preservação de um vínculo familiar", destacou.

Para a Polícia Federal, a ex-mulher de Cachoeira atuaria como laranja em empresas do ex-marido e é dona da indústria farmacêutica Vitapan, empresa envolvida com a organização. O irmão dela, Adriano Aprígio de Souza, é suspeito de ameaçar por e-mail a procuradora Léa Batista de Oliveira, uma das responsáveis pelas investigações.

Segundo Andréa, a administração das empresas ligadas a ela é de sua responsabilidade e o rendimento é compatível com a sua renda. A ex-mulher de Cachoeira negou ainda que tenha se valido de relações políticas para conseguir benefícios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em favor da Vitapan.

Andréa fez referência às acusações de que o órgão tenha beneficiado a empresa . O gestor da Anvisa na época era o atual governador do Distrito Federal, Ângelo Queiroz (PT), que, em depoimento à CPI, negou ter vínculo com o contraventor.

Outro depoente previsto para falar nessa quarta-feira era Rubmaier Ferreira de Carvalho, apontado como contador da organização criminosa. Rubmaier é suspeito de ser o responsável pela abertura de empresas de fachada usadas para lavar dinheiro. A exemplo de Andréa Aprígio, ele também tinha decisão judicial para ficar em silêncio.

 

Com informações das agências Estado e Brasil


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