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Estado de Minas

Durante defesa do mensalão, advogado diz que Geiza Dias era "funcionária mequetrefe"

Advogado de Geiza Dias diz que ela era "funcionária mequetrefe" durante defesa do mensalão


postado em 07/08/2012 19:26

Após a pausa na sessão que julga o caso mensalão - Ação 470 -, a primeiro a falar foi a defesa de Geiza Dias, ex-funcionária de Marcos Valério. O advogado Paulo Abreu e Silva, sustentou a argumentação dizendo que Geiza não tinha poder de decisão sobre as funções que executava na agência. De acordo com Abreu e Silva, a cliente dele apenas cumpria ordens e que era uma funcionária de terceiro e quarto escalão. “Ela era uma funcionária mequetrefe”, afirmou. O advogado ainda argumentou que ela era uma “moça pobre” e que era subordinada a Simone Vasconcelos – que também é ré no processo. “A função dela era bater cheques”, disse.

O advogado de Geiza ainda disse que existem problemas na redação da denúncia. “O artigo 155 do Código de Processo Penal foi degolado, destruído, aniquilado, porque o então procurador-geral da República não sabe redigir uma denúncia”, criticou, referindo-se a Antonio Fernando de Souza, que ofereceu denúncia no caso em março de 2006.

Ao pedir a absolvição de sua cliente, o advogado disse que a "moça" foi escorraçada pela família, mudou-se de Belo Horizonte para Goiânia, "porque a mancha era muito grande". "O procurador tem que sustentar esse monstrengo jurídico", criticou. Paulo Abreu e Silva usou apenas a metade do tempo máximo que tinha para a sustentação oral.


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