O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que depõe na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, desculpou-se pelas declarações que deu de que só sai do Ministério a bala. Afirmou que não quis desafiar a presidente Dilma Rousseff. "Como vou desafiar a presidente Dilma? Eu a conheço há mais de 30 anos. Posso ser tudo, menos uma pessoa deseducada e deselegante. Peço desculpas à opinião pública, que fica com a imagem de que sou louco, um tresloucado. Desde que entrei no Ministério tentam me derrubar. Há até bolsas de aposta. Hoje a mídia pergunta quem será o próximo", afirmou.
Lupi aproveitou para mandar suas desculpas à presidente Dilma publicamente: "Presidente Dilma, desculpas se fui agressivo. Não foi minha intenção. Eu te amo", disse Lupi. "Peço desculpas todo dia, porque todo dia eu erro. Quem trabalha muito, erra".
Lupi é presidente licenciado do PDT e enfrenta uma série de denúncias de que assessores do ministério cobrariam propinas de ONGs para engordar o caixa do partido. Para os deputados, o ministro disse que reage "agindo", não ficando debaixo da cama. Em relação ao arroubo de suas recentes declarações, disse que está se sentindo profundamente agredido por denúncias anônimas, como as publicadas pela revista Veja desta semana.
O ministro afirmou ainda que, se alguém fez alguma coisa errada dentro do Ministério do Trabalho, que pague." Pedi à Polícia Federal que fosse fundo. As duas fontes anônimas que denunciam o Ministério do Trabalho não receberam dinheiro. Se há falhas, há. São 500 convênios. Há falhas. Corrupção dentro do Ministério do Trabalho e no meu partido não há. Ninguém vai macular minha história modesta e pequena. Incomoda a muita gente um ex-jornaleiro chegar onde chegou", disse ele.
