Computadores de pessoas supostamente envolvidas no superfaturamento de obras no Ministério dos Transportes foram recolhidos hoje, segundo o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage. "O trabalho (de recolhimento) entrou pela noite, os alvos eram cerca de sete ou oito pessoas envolvidas", disse Hage, que participou hoje da abertura de um seminário sobre acesso à informação, promovido pela CGU e pela Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco).
Segundo o ministro, a auditoria não servirá para constatar o eventual pagamento de propina nos Transportes, conforme apontado por denúncias - isso, ressaltou, cabe a uma investigação policial. "A CGU encaminha o resultado de suas auditorias regularmente para o TCU (Tribunal de Contas da União), que tem competência legal para aplicar penalidades administrativas que cabem aos órgãos de contas", observou o ministro.
A previsão, segundo a CGU, é que sejam recolhidos oito computadores para a análise de dados pelos auditores. Por determinação da presidente Dilma Rousseff, será feita uma auditoria completa nas licitações, contratos e execução de obras a cargo do Dnit e da Valec.
