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Estado de Minas

População de Oliveira Fortes acompanha de perto as políticas sociais do município


postado em 30/05/2011 08:21

O prefeito Ilário Lacerda, eleito com 58,45% dos votos, em uma coligação hoje impensável no plano nacional (PMDB, PSDB, PT e DEM), atribui a colocação de destaque no levantamento da CNM também às escolhas do quadro da administração municipal. “A maioria dos secretários tem curso superior na área e é daqui. A equipe conhece a cidade. Vamos à casa das pessoas conversar. O contato direto com o povo facilita o trabalho”. Ele completa que, ao mesmo tempo em que a proximidade com a população facilita, gera cobranças mais incisivas.

Por parte da população, a avaliação das políticas sociais é positiva. O pequeno produtor de leite Adeir Ribeiro de Oliveira, de 57 anos, que vive no distrito de Formoso, a seis quilômetros do Centro, acha que a cidade é um bom lugar para viver, apesar de reclamar das dificuldades que enfrenta devido ao ganho parco com a produção. “Aqui tem tudo, é tranquilo, é fácil ser atendido no posto de saúde e as escolas funcionam”, confirma, do alto de seu cavalo. A pensionista Naíde Costa, de 60, aprova o atendimento na UBS do Centro da cidade. “Aqui está muito bom. Não falta remédio nem médico”, atesta.

Até mesmo adversários políticos do prefeito elogiam a administração. É o caso do comerciante Arivaldo Rodrigues da Costa, de 69. “Não tenho nada do que reclamar. Para mim, o trabalho está bom”. Ele faz uma ressalva e diz que espera mais medidas do governo municipal.

Problemas O cenário é positivo para Oliveira Fortes, mas há problemas urgentes a serem enfrentados. Não é aconselhável esperar que a bênção concedida pela réplica em menor escala do Cristo Redentor que abraça a cidade sanará carências como a falta de um prédio adequado para a Escola Municipal Coronel Francisco Ferreira de Carvalho. Na edificação atual, pertencente ao governo estadual, não há espaço adequado para a biblioteca e o laboratório de computação.

A rede de saneamento e tratamento de água e esgoto, essenciais para os indicadores de saúde, também são deficitárias. Das 681 famílias do município, 15% recebem a água sem tratamento. Não há tratamento de esgoto – 40% das famílias convivem com esgoto a céu aberto – e os resíduos são despejados in natura no Córrego do Livramento, que atravessa a cidade. A coleta pública de lixo alcança apenas 55% dos lares.

João Bosco de Oliveira (PTB), único entre os nove vereadores que não integra a base do governo, tem reclamações: “Se a educação aqui é tão boa, por que o filho do prefeito está cursando a 8ª série em Santos Dumont?”, questiona. Ele critica a segurança e a falta de atenção nas unidades de ensino, citando o caso em que um menino de 10 anos teria tentado estuprar um colega de 8 anos, em abril. A prefeitura diz que o caso está sendo apurado.

O vereador acusa o prefeito de mandar um número excessivo de projetos para a Câmara e muitos não são executados. Diz ainda que faltam médicos e remédios na unidade de saúde. Apesar das críticas, reconhece iniciativas boas, como a reforma de praças.

A economia do município é tímida. A cidade enfrenta o êxodo rural. As oportunidades de emprego são escassas e se concentram, além do serviço público, em um laticínio e em uma mina de granito recém-aberta, que juntas empregam 60 pessoas.

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