A mortalidade infantil é outro indicador de peso na esfera social do Índice de Responsabilidade Fiscal, Social e de Gestão (IRFS). Em 2010, todas as gestantes de Oliveira Fortes tiveram seus filhos sem contratempos. Novamente, o universo de controle reduzido, com 17 partos registrados, contribuiu para o resultado. Em 2011, já há 16 grávidas sendo acompanhadas pela rede de atenção local. Como não existe maternidade na cidade, os partos são feitos em Santos Dumont, a 16 quilômetros. “O pré-natal é todo de responsabilidade do município e as gestantes chegam a Santos Dumont com tudo pronto para ter o bebê”, expõe o chefe da Divisão de Saúde do município, Pedro Alvim da Silva.
No ano passado, no universo de 2.123 habitantes, foram feitas 2.453 consultas especializadas em Oliveira Fortes. Em 2009, o índice de internação foi de 14% da população e em 2010 o número baixou para 7%, o que representa melhora do sistema de prevenção implantado no município.
A educação em Oliveira Fortes também apresenta um bom currículo. De acordo com o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Benedito de Carvalho, todos os 26 professores da rede municipal – há um professor na cidade para cada 10 estudantes – são graduados ou pós-graduados, sendo que a maioria é natural da cidade, medida adotada pela prefeitura para facilitar a interação professor-aluno e que proporciona ao corpo docente mais conhecimento acerca da realidade local. Os profissionais da educação são incentivados por medidas como a aprovação do plano de carreira e o respeito ao piso salarial nacional da categoria. A prefeitura oferece transporte gratuito para os jovens em idade escolar, tanto para as unidades da cidade como para cursos técnicos e de graduação nas cidades vizinhas de Barbacena, Santos Dumont e Juiz de Fora.
Orçamento
Em 2010, a cidade investiu 28% do orçamento na pasta, dinheiro que mantém duas escolas do ensino fundamental, uma na zona rural e outra no centro urbano, onde estudam 260 alunos – 98% do total que deveria estar matriculado. Contornar as limitações financeiras com engenhosidade se faz necessário. “Um exemplo é o projeto ‘É hora de recomeçar’, programa de reforço escolar que hoje atende cerca de 30 alunos”, ressalta o secretário. No programa, estudantes com dificuldades de aprendizado recebem acompanhamento individualizado e aulas de reforço em horários de extraturno.
Os esforços renderam frutos. Na avaliação de 2009 do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que aplica testes aos alunos do 5º e 9º anos do ensino fundamental, a cidade conseguiu superar os resultados além da expectativa. Os estudantes do 5º ano alcançaram um índice de 4,5, frente à meta de 4,4, ao passo que os alunos do 9º anos atingiram 4,9, superando a meta projetada para 2013, de 4,6. Segundo Carvalho, 90% dos 22 alunos do 3º ano do ciclo fundamental sabem ler e escrever.
