
Na avaliação dos membros presentes no encontro, a escolha que Lacerda fará ano que vem vai repercutir em 2014. ''O PSDB se fortaleceu porque depois de muitos anos eles passaram a integrar o governo de BH, e a capital do estado joga um peso fundamental nas eleições de 2014, é a sexta capital com a maior população do país'', afirma Dalva Estela Rodrigues, presidente do Diretório Municipal do PC do B em Belo Horizonte.
Acompanhe as notícias da política de Minas pelo Twitter
Para o vice-prefeito Roberto Carvalho (PT), se o prefeito marchar com o PT e seus aliados, fica claro o apoio a uma possível reeleição de Dilma Rousseff em 2014. Se escolher o alinhamento com o PSDB, ficará ao lado de Aécio Neves (PSDB), atualmente o nome mais forte para a disputa da presidência entre os tucanos. ''Essa dicotomia de apoiar a Dilma e o Aécio tem que acabar em 2012'', afirmou Carvalho.
Em 2010, Lacerda defendeu o voto ''Dilmasia'', dando um apoio duplo a Dilma Rousseff, em nível nacional, e Antonio Anastasia (PSDB), em nível estadual. O prefeito devia apoio ao PT e ao PSDB porque os dois partidos o conduziram à vitória em 2008. A possibilidade de repetir a aliança entre os rivais, no entanto, é totalmente descartada para 2012.
Até agora, o prefeito se manteve calado e não quis se manifestar sobre o próximo pleito, alegando que ainda está muito cedo para discutir alianças. Mas a posição ''em cima do muro'' tem desagradado a alguns setores do PT. "Não podemos ficar amarrados com o PSB. Já tem uma definição do PT de não coligar com o PSB, a não ser que ele abandone o PSDB", afirmou o deputado estadual Rogério Correia (PT) nesta segunda-feira. Apesar de não falar abertamente em nomes, esse setor já pensa em uma candidatura própria em 2012.
