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Estado de Minas

PT monta estratégia para eleição municipal com vistas a 2014


postado em 04/04/2011 15:39 / atualizado em 04/04/2011 16:31

Bloco ''Minas sem censura'' se reúne na Assembleia(foto: Reprodução Twitter)
Bloco ''Minas sem censura'' se reúne na Assembleia (foto: Reprodução Twitter)
Deputados estaduais de oposição ao governo de Antonio Anastasia (PSDB) vão pressionar ainda mais o prefeito Márcio Lacerda (PSB) para que ele decida com quem quer caminhar nas eleições de 2012. A medida busca acabar com a influência do PSDB na administração municipal e, a longo prazo, enfraquecer a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República. Em reunião na manhã desta segunda-feira, parlamentares do bloco Minas sem Censura - formado por PT, PC do B, PMDB e PRB - se reuniram na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e decidiram que vão estreitar a interlocução em Minas com os partidos que apoiam Dilma Rousseff (PT) nacionalmente, como o PTB, PR, PP e o PSB de Márcio Lacerda.

Na avaliação dos membros presentes no encontro, a escolha que Lacerda fará ano que vem vai repercutir em 2014. ''O PSDB se fortaleceu porque depois de muitos anos eles passaram a integrar o governo de BH, e a capital do estado joga um peso fundamental nas eleições de 2014, é a sexta capital com a maior população do país'', afirma Dalva Estela Rodrigues, presidente do Diretório Municipal do PC do B em Belo Horizonte.

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Para o vice-prefeito Roberto Carvalho (PT), se o prefeito marchar com o PT e seus aliados, fica claro o apoio a uma possível reeleição de Dilma Rousseff em 2014. Se escolher o alinhamento com o PSDB, ficará ao lado de Aécio Neves (PSDB), atualmente o nome mais forte para a disputa da presidência entre os tucanos. ''Essa dicotomia de apoiar a Dilma e o Aécio tem que acabar em 2012'', afirmou Carvalho.

Em 2010, Lacerda defendeu o voto ''Dilmasia'', dando um apoio duplo a Dilma Rousseff, em nível nacional, e Antonio Anastasia (PSDB), em nível estadual. O prefeito devia apoio ao PT e ao PSDB porque os dois partidos o conduziram à vitória em 2008. A possibilidade de repetir a aliança entre os rivais, no entanto, é totalmente descartada para 2012.

Até agora, o prefeito se manteve calado e não quis se manifestar sobre o próximo pleito, alegando que ainda está muito cedo para discutir alianças. Mas a posição ''em cima do muro'' tem desagradado a alguns setores do PT. "Não podemos ficar amarrados com o PSB. Já tem uma definição do PT de não coligar com o PSB, a não ser que ele abandone o PSDB", afirmou o deputado estadual Rogério Correia (PT) nesta segunda-feira. Apesar de não falar abertamente em nomes, esse setor já pensa em uma candidatura própria em 2012. 


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