(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

Disputa pela prefeitura de BH já tem 14 pré-candidatos


postado em 04/04/2011 06:23 / atualizado em 04/04/2011 07:52

Pelo momento, já são 14. A um ano e meio das eleições à Prefeitura de Belo Horizonte, e ainda sem informações sobre o que ocorrerá com as coligações partidárias, partidos aproveitam o racha na aliança que elegeu Marcio Lacerda (PSB) em 2008 para tentar ampliar seu espaço político. PT de um lado e o PSDB de outro, o socialista terá de optar. A decisão não é fácil. Lacerda está na base de sustentação do governo Antonio Anastasia (PSDB) e na do governo Dilma Rousseff (PT). Enquanto Lacerda empurra a decisão para o ano que vem, os aliados se articulam.

As apostas não são baixas e miram 2014. O PSDB do senador Aécio Neves (PSDB) precisa se sair bem na capital mineira para cacifar, no ninho tucano, sua pré-candidatura à Presidência da República. Ao mesmo tempo, o PT, desde 1992 na Prefeitura de Belo Horizonte, não abre mão do legado que intitula de “democrático popular”, que, ao longo do governo Fernando Pimentel (PT), acresceu obras viárias às intervenções nas vilas. Pimentel quer ganhar Belo Horizonte, mantendo a base para concorrer ao governo de Minas daqui a quatro anos.

O time de candidatos enche um campo principalmente se forem consideradas legendas pequenas e tradicionais, como o PSTU e o PCO, que sempre marcam posição. Do lado governista, Lacerda disputará a reeleição. Mas também o vice Roberto Carvalho (PT) reivindicará a indicação de seu partido para concorrer, caso a opção de aliança do prefeito socialista seja o PSDB. Tucanos preparam a pré-candidatura do deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB): se não for o vice de Lacerda, sairá na cabeça da chapa. Da coligação formal com 12 partidos que levou Lacerda à prefeitura, o PR, o PTB e o PV também articulam candidaturas. O deputado federal Lincoln Portela é o nome dos republicanos. “É orientação nacional da legenda que os parlamentares mais bem votados em cidades grandes concorram”, diz Portela. O PR hoje é base de apoio de Lacerda. “Estamos avaliando por que o partido quer concorrer”, afirma.

Aos 39 anos, o deputado federal Eros Biondini (PTB), que tem base política na Renovação Carismática Católica, na comunidade Canção Nova e nos movimentos de recuperação de dependentes químicos, é a opção de seu partido para disputar a Prefeitura de Belo Horizonte. A carreira de Biondini, que nesta terça assumirá em Brasília a Frente Parlamentar em Defesa das Comunidades de Recuperação de Dependentes Químicos, é meteórica. “Sou candidato”, diz ele, assinalando que tem o sinal verde da Executiva Nacional do PTB. Cogita-se uma chapa puro-sangue: Biondini na cabeça e como vice Marques, jogador de Atlético que obteve no ano passado a segunda maior votação para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Concorrência

O PV enfrenta um embate interno. O grupo ligado a Marina Silva, que no plano nacional quer dar nova orientação ideológica à legenda, faz o mesmo em Minas. Capitaneado pelo ex-deputado federal Zé Fernando e pelo vereador Leonardo Mattos, considerados verdes “autênticos”, tentam emplacar uma candidatura mais comprometida com o meio ambiente. A pré-candidatura de Zé Fernando, que irá transferir o título de Conceição do Mato Dentro para Belo Horizonte, tem muitos adeptos. Do outro lado, o deputado estadual Délio Malheiros (PV) também é pré-candidato, assim como o deputado federal Antônio Roberto (PV), amigo pessoal de Márcio Lacerda.

Também às voltas com a mudança de domicílio eleitoral, o ex-deputado federal Mário Heringer, presidente estadual do PDT, trará o título de Manhumirim para Belo Horizonte. “Quero ser alternativa do partido”, afirma. Nas eleições passadas, o PDT lançou Sérgio Miranda à sucessão municipal. “Para ajudar o PDT, vou me colocar no enfrentamento. Mas só se houver viabilidade, pois quem marca posição é cachorro, que cerca o seu território. Se for disputar, é para ganhar”, afirma Heringer.

Adversários retornam à competição


Há outros candidatos. No PMDB, o deputado federal Leonardo Quintão se prepara para nova disputa, assim como a deputada federal Jô Moraes (PCdoB) vai concorrer novamente. “Em 2008, fui candidata porque era importante demonstrar, naquelas circunstâncias, de que na política não estava tudo combinado”, afirma ela. “Nesta eleição há outra lógica: construir avanços no processo político da administração. O quadro é novo e nele 2014 entrou inadequadamente na pauta, especialmente em Belo Horizonte”, acrescenta.

O PRB, que em 2008 coligou-se com Jô Moraes, com a bênção do então vice-presidente José Alencar Gomes da Silva, ano que vem também prepara candidatura própria: a do deputado estadual Gilberto Abramo (PRB). Se nas eleições de 2008 foi a vez do deputado estadual Gustavo Valadares (DEM), no ano que vem Gustavo Corrêa será o mais provável candidato.

Como se não bastasse, há ainda as candidaturas ideológicas do PSTU, do PSOL e do PCO, além de outras pequenas legendas, que se armam com a candidatura majoritária para alavancar a chapa de vereadores. É mais de um time completo e, a reboque, o banco de reservas.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)