UAI
Publicidade

Estado de Minas

Fragmentos de um discurso poderoso

Em mais de 600 páginas, a biografia "Roland Barthes" aponta o contexto do surgimento das principais reflexões de um dos maiores intelectuais do século 20


14/01/2022 04:00

Um acidente banal, um atropelamento na faixa de pedestres, ocorrido na Rue des Écoles, Paris, em 25 de fevereiro de 1980, aciona a sucessão de eventos e infecções hospitalares que levariam à morte, em 26 de março do mesmo ano, um dos maiores intelectuais do século 20, Roland Barthes (1915-1980). Construída e detalhada a partir dos instantes que precederam o atropelamento, foi pela morte de Barthes que a escritora francesa Tiphaine Samoyault, professora de literatura geral e comparada na Universidade de Paris III, abriu esta que pretende ser a biografia conclusiva, definitiva de um intelectual de tantas facetas, considerado um dos maiores do século 20. Publicada em 2015 pela Éditions du Seuil (França), por ocasião do centenário de nascimento de Barthes, é um trabalho elogiado por seu viés acadêmico e erudição, que recebeu o grande prêmio de ensaio da Societé des gens de Lettres. “Roland Barthes” chega ao Brasil pela Editora 34, com tradução de Sandra Nitrini e Regina Salgado Campos. 

Sob consentimento de Michel Salzedo, irmão de Barthes, Samoyault teve acesso ao inédito fichário-diário do biografado, alimentado durante toda a sua vida intelectual, assim como a outros documentos pessoais como manuscritos, cartas e agendas. Entre as muitas contribuições para a biografia, Samoyault destaca Éric Marty, editor de “Obras completas de Roland Barthes” (Paris, Seuil, 1993 e 2002), cuja publicação reuniu, organizou e lançou luz sobre textos inéditos dispersos em publicações de menor acesso, que revelam os “deslocamentos” de Barthes em sua trajetória intelectual. Samoyault não produziu uma obra de fácil leitura, já que, para além da vida de Barthes, discute a obra dele, detalhando interlocutores do autor, as repercussões e debates em torno de seus textos, apontando para o contexto em que nasceram as ideias e teorias. Segundo a biógrafa, situar-se no tempo da escritura permite esclarecer a obra de Barthes de outra forma, perceber de dentro uma história intelectual, mesmo evidenciando o seu poder de reflexão sobre nossa época.

Não por acaso, a biografia de fôlego avança, por mais de 600 páginas, a partir da última batida do coração do escritor em um hospital parisiense. A obsessão pela morte, contra a qual a escritura luta incessantemente, foi um tema recorrente na obra de Roland Barthes. “A morte conduz à escritura e justifica a narrativa da vida. Ela começa e recomeça o passado, faz emergirem formas e figuras novas. É porque alguém morre que começamos a contar a sua vida. A morte recapitula e congrega. Razão pela qual comecei esta vida por sua narrativa. Se rompe com a vida e de certa maneira a ela se opõe, a morte é ao mesmo tempo idêntica à vida como narrativa. As duas são o resto de alguém, o resto que é ao mesmo tempo um suplemento e que não substitui”, esclarece Samoyault. 

Diferentemente de biografias literárias, em que a vida de um autor invariavelmente é narrada para conduzir o leitor à sua obra, Samoyault enfatiza os perigos de se tentar explicar o trabalho de Barthes por meio de sua vida, ou vice-versa, considerando serem estas duas “realidades heterogêneas”, que podem concorrer entre si, e por vezes ter encontros conflitantes. A vida de um escritor se compreende também pelas faltas e lacunas que lhe são subjacentes, acredita Samoyault. E a existência de Barthes acumulou um sem-número delas: “A morte do pai; o parêntesis: o sanatório; o oculto: a homossexualidade; o descontínuo: a escritura fragmentária; a falta final: o acidente besta. Esses buracos, essas carências, demandam a narrativa, o preenchimento, a explicação”, escreve Samoyault. 


Obsessão pela morte


Ao mesmo tempo em que procura pontuar a diferença entre viver, pensar e escrever, Samoyault aponta para a unidade da narrativa em torno do desejo e paixão de Barthes pela escrita – o que invoca um poder de projeto intelectual. “Essa unidade é apoiada em cesuras e ausências que criam efeitos de ruptura ou de reviravolta. Ela também é submetida a fenômenos de discordância que tornam Barthes contemporâneo de vários tempos”, afirma Samoyault. Algumas palavras são fios condutores de todo o percurso: “A doçura, a delicadeza, o dilacerante... e o amor materno como guia subterrâneo de todo o itinerário; na outra extremidade, a obsessão pela morte, que leva a escrever, mas também entalha a vida com regularidade”. Um outro princípio orienta a narrativa, acrescenta Samoyault: “voltar a dar ao ritmo e ao movimento da escritura sua dinâmica vital, inscrita na respiração, no corpo, no acaso da existência”, o que implica entrar no tempo da produção do pensamento e dos textos. 

Barthes e a sua obra são objeto de diversas biografias: Louis-Jean Calvet (“Roland Barthes, uma biografia”); Marie Gil (“Roland Barthes, au lieu de la vie”), faz crítica de cunho intelectual; Hervé Algalarrondo, em maior ênfase no homem e não na obra, aborda a intimidade dos últimos dias de Barthes; em “Roland Barthes, uma biografia intelectual”, a professora Leda Tenório da Motta, do Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC/SP, explora a universalidade das ideias de Barthes. Este também é evocado em personagens de diversos romances, o que revela, nas palavras de Samoyault, certo “rolandismo” – uma relação com um sujeito que volta sem cessar à sua vida como a uma sucessão de figuras – analogia ao “marcelismo”, expressão cunhada por Barthes para se referir a Marcel Proust. Tal fascínio talvez se deva pelo fato de a existência de Barthes ter acumulado tantas lacunas, diz Samoyault. Mas também, e sobretudo, conforme sublinha ela, porque a obra de Barthes denota a profunda relação da vida com a escritura. “Como se ele tivesse uma chave, um abre-te sésamo que permitisse descerrar várias portas ao mesmo tempo, a de sua própria busca e a do desejo de escrever de cada um”. 

Por paradoxal que possa parecer o lançamento deste novo livro sobre Roland Barthes, este manteve uma relação ambivalente com as biografias: denominava-as como um “romance que não ousa dizer o seu nome”. Não era o único a fazê-lo: Pierre Bourdieu, por exemplo, considerava uma ilusão a ideia de historicidade do sujeito marcada pela linearidade. Barthes, em seus textos, manifesta desejo por signos da vida que salientam o seu apego, paixão quase sensual pela literatura. Registrou ele: “(...) se eu fosse escritor, já morto, como gostaria que minha vida se reduzisse, pelos cuidados de um biógrafo amigo e desenvolto, a alguns pormenores, a alguns gostos, a algumas inflexões, digamos: ‘biografemas’, cuja distinção e mobilidade poderiam viajar fora de qualquer destino e vir tocar, à maneira dos átomos epicurianos, algum corpo futuro, prometido à mesma dispersão”. 


A opção pelos “biografemas”


As anotações de Barthes, que a partir de 1971 denomina “biografemas”, são, nas palavras de Samoyault, “brilhos de vida, de singularidade, que remetem aos corpos dos sujeitos evocados”, os detalhes e a dispersão destes nos quais se faz uma pessoa. Segundo o próprio Barthes, em “Sade, Fourier, Loyola” (1971), “um pouco como as cinzas que se atiram ao vento após a morte”. Sob a forma de aforismas, em “Roland Barthes por Roland Barthes” escreveu a sua autobiografia – em que pese se enuncie na epígrafe como um personagem ficcional, é da própria existência, espalhada em fragmentos que trata, assim situando o seu livro no campo da literatura. A obra foi aclamada como pós-moderna e implicações teóricas comparáveis colocadas por Sartre na autobiografia “Les Mots” (1964). 

A teoria barthesiana evolui e se transforma ao longo dos anos – com alguns temas recorrentes, entre os quais o realismo, ou seja, a representação da realidade na arte, sobretudo na arte verbal, a literatura. Considerando o realismo uma ideia moral, em 1956, Barthes publica o artigo “Novos problemas do realismo”, em que afirma ser ele uma escolha do escritor no modo de representar a realidade. Nesse sentido, Barthes nutre preferência por escritores que rompem com paradigmas e a autoimagem da sociedade burguesa, como Émile Zola (1840-1902), Charles Baudelaire (1821-1867) e Gustavo Flaubert (1821-1880): autores que enfatizam aspectos não admitidos, mas desvendados na literatura. Barthes também aprecia a teoria do distanciamento e dramaturgia de Bertold Brecht (1898-1956), a quem considera um marxista sensível aos signos. Ao mesmo tempo em que aponta o perigo do moralismo na ideia da justiça política contida no realismo socialista – considera-o progressista na intenção (estrutura), mas burguês na forma, Barthes indica o seu contraponto, o romance do absurdo e o noveau roman, livre da forma e burguês na estrutura, ao se colocar como apolítico. 

Nos anos 1970, Barthes passa a considerar que a linguagem jamais será realista, porque existe, entre o signo e o seu referente, a significação – e esta passa pelo leitor. Em sua primeira aula no Collège de France, no qual ingressou em 1977, Barthes assinalou sobre o realismo: “O real não é representável, e é porque os homens querem constantemente representá-lo por palavras que há uma história da literatura.”

Muitas faces e uma paixão 


Filósofo, teórico da literatura, crítico teatral e literário, semiólogo, professor, teórico da fotografia, intelectual que transitou entre ciências e gêneros literários – do marxismo às correntes estruturalista e subjetivista –, Roland Barthes foi um homem de muitas facetas, mas único em sua dedicação à escrita. Foi um autor com impressionante poder de antecipação, que pensou uma nova ordem do mundo e dos saberes, que seguem décadas depois como campo para a exploração e pesquisa: o fim do livro, o fragmento, a retirada da argumentação lógica, o hipertexto, a nova mecanografia da memória. Uma mente fascinante, ainda hoje segue objeto de diversas biografias e personagens de romances. 

Nasceu em 1915, em Cherbourg, na França, descrita como “simples escala da tropa para meu pai, oficial da Marinha mercante, mobilizado como oficial da Marinha de guerra”. No ano seguinte, o pai de Barthes, comandante da traineira Montaigne, em patrulha no mar do Norte, à altura do cabo Gris-Nez, “o barco em que ele está é afundado pelos alemães”. Tinha 11 meses. Ao lado de sua mãe, Henriette Binger Barthes, atravessou uma infância de privações. O relacionamento de Barthes com a mãe, com quem viverá por toda a sua existência, é intenso. Quando esta morre, em 1977, ele afirma: “Um luto cruel, um luto único e como irredutível, pode constituir para mim este ‘cume do particular’, de que falava Proust; embora tardio, esse luto será para mim o meio de minha vida; porque o ‘meio da vida’ talvez nada mais seja do que o momento em que se descobre que a morte é real, e já não apenas temível.” 

Roland Barthes sofre a angústia de ocultar da mãe, muito mais do que do resto da sociedade, a sua orientação sexual. Depois de uma paixão fugaz de “dez minutos” (na descrição do próprio Barthes) por uma bailarina espanhola, ele vive a sua homossexualidade numa época em que as condenações e os preconceitos eram sumários. Segundo estudiosos da obra de Barthes, a descoberta e a prática conduzem-no a um dos seus maiores interesses e referências literárias: André Gide (1869-1951).

Sartre e Brecht no sanatório


Barthes teve uma trajetória intelectual atípica, pois, em decorrência da tuberculose, ficou internado num sanatório entre 1934 e por períodos intermitentes até 1940, em sucessivas recaídas. Nesse tempo de afastamento, leu grande parte dos autores que o influenciaram: Jean Paul Sartre (1905-1980), Bertold Brecht (1898-1956), Jules Michelet (1798-1874). Ainda na década de 1940, ao superar a doença, trabalhou na Universidade de Alexandria, no Egito. Foi nos anos 1950 que desponta como ensaísta literário, ao lançar o original “O grau zero da escritura” (1953), além de crítico de teatro e autor de artigos em que decifra e aponta os mitos da sociedade francesa contemporânea, reunidos em “Mitologias” (1957). Nessa obra, bastante popular, Barthes anota com precisão semiológica e humor contagiante os mais variados temas do imaginário social, da publicidade dos produtos de limpeza à iconografia da “Volta à França em bicicleta”, também analisando os lugares-comuns dos discursos populistas da época. 

Barthes se tornou, nos anos 1960, orientador de pesquisas na parisiense École Pratique des Hautes Études en Sciences Sociales. Ali se destacou como uma das vozes mais influentes do estruturalismo: “Ensaios críticos” (1964); “Elementos de semiologia” (1965), “Sistema da moda” (1967). O pensamento ágil e o rigor analítico e filosófico abriram espaços de reflexão sobre objetos, comportamentos e valores da chamada “sociedade de consumo”. 

Em 1967, Barthes publicou “A morte do autor”, em que elege o leitor como aquele quem, de fato,” empresta significado ao texto. Que tipo de contribuição tais insights nos revelam meio século depois, em tempos de pós-verdades? Nas palavras de Barthes, um apaixonado pela escrita: “Assim se revela o ser total da escrita: um texto é feito de escritas múltiplas, saídas de várias culturas e que entram umas com as outras em diálogo, em paródia, em contestação; mas há um lugar em que essa multiplicidade se reúne, e esse lugar não é o autor, como se tem dito até aqui, é o leitor: o leitor é o espaço exato em que se inscrevem, sem que nenhuma se perca, todas as citações de que uma escrita é feita; a unidade de um texto não está na sua origem, mas no seu destino, mas este destino já não pode ser pessoal: o leitor é um homem sem história, sem biografia, sem psicologia; é apenas esse alguém que tem reunidos num mesmo campo todos os traços que constituem o escrito”.


Fragmentos amorosos


Em 1977, Barthes publicou “Fragmentos de um discurso amoroso”, tratado que ainda ecoa por seu caráter pioneiro e fundamental: retira o amor do discurso da sexualidade, que integra a linguagem contemporânea e, sobretudo, conforme anota Samoyault: o retira da diferença entre sexos, dessa forma, reativando “a força sonhadora do amor romântico no espaço da homossexualidade”, em que a diferença é contingente, não é fundadora. Ao acessar o autobiográfico, abre as possibilidades para toda uma comunidade. “Se Barthes cuidou de abstrair seus pronomes o bastante para fazer de sua descrição do amor um discurso com o qual cada um, cada uma, pode se identificar (mesmo se localizarmos aqui e ali vestígios da situação pessoal do autor), é porque certas estruturas do discurso amoroso transcendem a questão da diferença sexual. 

“Mas a força do livro também vem do fato de que concerne à homossexualidade e que esta pode ter a ver com o amor-paixão, enquanto costuma ser empregada na linguagem da sexualidade (mesmo em Proust)”, afirma a biógrafa. Nas palavras do próprio Barthes: “A necessidade deste livro funda-se na consideração seguinte: o discurso amoroso é hoje de uma extrema solidão. Tal discurso talvez seja falado por milhares de sujeitos (quem pode saber?), mas não é sustentado por ninguém; é completamente relegado pelas linguagens existentes, ou ignorado, ou depreciado ou zombado por elas, cortado não apenas do poder, mas também de seus mecanismos (ciência, saberes, artes). Quando um discurso é assim lançado por sua própria força na deriva do inatual, deportado para fora de toda gregariedade, nada mais lhe resta além de ser o lugar, por exíguo que seja, de uma afirmação”. 

Ao analisar “Fragmentos de um discurso amoroso” , Samoyault considera a combinação de diferentes métodos empregados por Barthes para fazer do romance o objeto de um tratado, de um ensaio fragmentário e reflexivo, o que, ao mesmo tempo em que lhe confere lirismo, não abole a dimensão filosófica do “eu” empregado: a análise estrutural (o par formado pelo enamorado e o amado constitui uma estrutura de conjunto e o discurso amoroso é apresentado como um conjunto de estruturas); a semiologia (o amor transforma tudo em signo); e a dimensão do imaginário. “Barthes propõe uma reflexão sobre o amor que não tinha precedente recente e que mostra que o amor não é um assunto reservado aos espaços menosprezados, mas pode ser um objeto de pensamento”, afirma a biógrafa. Esse tratado sobre o amor foi um best-seller e se segue ao “O prazer do texto” (1973), “Roland Barthes por Roland Barthes” e “S/Z” (1970), que marcam os anos 70, em que Barthes inicia uma fase de escrita mais marcantemente pessoal.

“A câmara clara” (1980), último livro publicado por Barthes em vida, marca as relações profundas entre a fotografia, a escrita e o luto vivenciado por Barthes com a morte da mãe. Em que pese as reflexões teóricas sobre a fotografia, cujos elementos foram classificados segundo os termos propostos – studium (a cultura, o tema da foto); punctum (a emoção); operator (o fotógrafo, em seu olhar); e o spectator (aquele que olha a foto e a interpreta) –, nessa obra Barthes procura elaborar o luto, ou seja, ao abordar a fotografia ele procura resolver a morte daquela pessoa que mais amou na vida: “Ela, tão forte, que era minha lei interior, eu a vivia para acabar como minha criança feminina. Eu resolvia, assim, à minha maneira, a Morte”. Nas palavras de Barthes: “A foto do ser desaparecido vem me tocar como os raios retardados de uma estrela. Uma espécie de vínculo umbilical liga a meu olhar o corpo da coisa fotografada: a luz, embora impalpável, é aqui um meio carnal, uma pele que eu partilho com aquele ou aquela que foi fotografado”. Ao final da obra, Barthes promove o encontro de sua reflexão sobre a fotografia e a conversão que o leva à vita nova: “Eu reunia em um último pensamento as imagens que me haviam ‘pungido’ (já que essa é a ação do punctum) (...) Através de cada uma delas, infalivelmente, eu passava para além da irrealidade da coisa representada, entrava loucamente no espetáculo, na imagem, envolvendo com meus braços o que está morto, o que vai morrer, tal como fez Nietzsche, quando, em 3 de janeiro de 1889, lançou-se a chorar ao pescoço de um cavalo martirizado: enlouquecido por causa da piedade”. 
 
 

Principais obras de Barthes


  • “O grau zero da escritura” (1953)  
  • “Michelet” (1954)
  • “Mitologias” (1957) 
  • “Sobre Racine” (1963)
  • “Elementos da semiologia” (1964)
  • “O império dos signos” (1970) 
  •  “S/Z” (1970)
  • “Sade, Fourier, Loyola” (1971)
  • “A morte do autor” (1971)
  • “O grau zero da escrita seguido de novos ensaios críticos” (1972)
  • “O prazer do texto” (1973) 
  • “Roland Barthes por Roland Barthes” (1975) 
  • “Poétique du récit” (1977) 
  • “O neutro” (cursos e seminários no Collège de France entre 1977 e 1978)
  • “Fragmentos de um discurso amoroso” (1977)
  • “A preparação do romance” (curso apresentado no Collège de France entre 1978 e 1980)
  • “Marcel Proust” (1980)
  • “A câmara clara” (1980)  
  • “O rumor da língua” (1984) * 
  • “Obras completas” (1993)* 

*Publicação após a morte de Barthes
 
 
  • “Roland Barthes – Biografia”
  • Tiphaine Samoyault
  • Tradução de Sandra Nitrini e Regina Salgado Campos. 
  • Editora 34
  • 616 páginas
  • R$ 98 


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade